Em que se baseia a sua confiança


Por GABRIELLE TEIXEIRA

Hoje gostaria de compartilhar com vocês uma pérola do livro de II Reis capítulo 18

Ao ler todo o livro de I e II Reis é possível observar uma informação adicional sobre o rei que se refere determinado capitulo. Fez ou não o que Deus aprova? Mas por quê? 
Para nos mostrar que servir a Deus é uma decisão pessoal e intransferível.
O rei Ezequias foi o 13⁰ rei de Judá, assumindo  o reinado aos 25 anos e, ao contrario de seu pai Acaz, escolheu obedecer e andar nos caminhos do Senhor (II Reis 18:6)
A primeira coisa que ele fez foi reorganizar o templo. Tudo que tinha virado ídolo, por ele foi destruído.  Nesse contexto, podemos observar uma coisa relevante:  a serpente que Moises havia feito para que o povo não morresse (Numero 21.7-9).  
A tal serpente nos trás uma lição importante: nem toda estratégia de Deus para um determinado momento é para sempre. Quando buscamos a Deus, recebemos orientações todos os dias! A serpente foi benéfica para um tempo mas com o decorrer da historia virou um símbolo de adoração. 
O templo foi reaberto. Com isso, foram convocados os sacerdotes e levitas à se consagrarem e a purificarem no templo. O povo foi convocado a celebrar a páscoa e, embora alguns não tivessem sido purificados, isso não foi um empecilho para quem não participassem da páscoa. (2 Cronicas:30) 
Em meio a um caminho de fidelidade e obediência, vem Senaqueribe (o Rei da Síria) mandando emissários questionarem o povo que Ezequias havia instruído e motivado (2 Cronicas 32:7-8) pondo em prova a força dos aliados, a força governamental do Rei e o poderio do Senhor dos Exércitos Deus de israel (Isaias 36)
Muitas situações em nossa vida nos fazem questionamentos, passamos por fases de turbulências que nos desestruturam e com isso não vemos a luz no fim do túnel. Este é o momento propicio para trazermos a memoria aquilo que nos da esperança. (Lamentações 3:20-29) 
Jesus é a nossa esperança, o pastor que nos conduz a pastos verdejantes (Salmos 23:2), aquele que quando olhamos para os montes podemos o ver e saber de onde vem o nosso socorro. (Salmos 121:2), aquele que renova as forças do cansado e troca o fardo do sobrecarregado, pois Seu fardo é suave e leve. (Mateus 11:28) Nos permite descansar em sua sombra. (Salmos 91:1
O salmista nos diz: “Deus é o meu refugio e fortaleza, um socorro bem presente em tempos de adversidade.” Isso significa que mesmo que nãos haja saída aparente ao seu problema ele tem a solução para Ele, é só confiar.

Em que se baseia a sua confiança? Nas circunstancias? Em pessoas? Em bens? Nos relacionamentos? No ego ou conquistas? No governo? (Mateus 6:21) 
Todas estas coisas são vãs senão forem regimentadas por Cristo, o autor e consumador da nossa fé. (Hebreus 12:1-2)
 
Ao ler o capitulo 32 de 2 Crônicas, no traz um panorama dos feitos do Rei Ezequias em relação as fragilidades da cidade como o reparo nos muros, a canalização das fontes, construção de muros. Embora Ezequias tenha feito sua parte humana, ele sabia que poderia o ajudar ao ora, demonstra em quem depositava sua confiança e seu coração. (Isaías 37:16-20)
O Exercito de Senaqueribe era infinitamente maior e mais bem armado do que o de Ezequias, porem, quem tem Jesus como aliado em suas batalhas nunca perde a Guerra. 
Em resposta, Deus envia um anjo que mata todo o exercito inimigo e quanto a Senaqueribe, foi morto por seus filhos quando adorava ao deus Nisroque, assumindo Esar-Hadom. (Isaias 37:38) 
Quando rasgamos nosso coração e apresentamos a Deus as nossas causas, demonstramos em quem esta a nossa confiança.
E você? Onde tem depositado sua confiança?
Que Jesus os abençoe

Ensina a criança



Por ELIÉZER RODRIGUES

"Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for velho não se desviará dele!"Provérbios 22:6

O termo hebraico "chanak" (colocar algo na boca), traduzido como instrui, normalmente é vertido como "dedica". Essa palavra pode indicar que a criança deve ser dedicada a Deus ou pode dizer que ela deve ser preparada para a vida adulta; mas, sobretudo, nos mostra a responsabilidade dos pais em iniciar a criança num compromisso sério - e até religioso – com determinadas ações dela. Significa que é dever dos pais dar todo o ensinamento aos seus filhos e traçar o caminho que eles devem seguir.


Esse processo de discipulado deve ser feito não apenas para que os filhos sejam sujeitos a autoridade dos pais, mas também para guiá-los à salvação e ao crescimento espiritual.

Quando você faz a escavação de uma vala e traça um caminho por onde as águas passarão, é de relevante importância que cave bem fundo, para que não ocorra de as águas transbordarem essa vala e fugirem da rota que você havia planejado. Algo semelhante acontece quando você ensina princípios, regras e ensinamentos para a criança, principalmente em se tratando da Palavra de Deus. Quanto mais você for profundo em seus ensinamentos, menor é o risco de ela fugir daquele Caminho que você espera que ela siga.


Nesse âmbito espiritual, o pai deve mostrar à criança como executar seus deveres, como fugir dos perigos e como alcançar as bênçãos que encontrará no Caminho. O pai deverá imprimir os ensinamentos sagrados lá no íntimo da alma da criança e conduzi-la a praticá-los, até que esses ensinamentos se tornem parte da sua vida e natureza; nunca esquecendo de cobri-los de oração e instigar nela o temor do Senhor.

E qual a melhor forma de os pais dedicarem seus filhos e indicarem o caminho que eles devem seguir? Sendo exemplo!


Os pais necessitam fazer aquilo que querem que seus filhos façam. A criança irá observar suas atitudes e copiá-las, por isso é extremamente importante que essas atitudes sejam de acordo com a conduta cristã que esperam nela.

De nada adianta levar a criança na igreja e deixar que as "tias" eduquem-na no Caminho do Senhor; isso deve partir dos pais. São os pais que precisam separar tempo para um devocional diário com a criança: uma leitura bíblica, um louvor, um período de oração e fazer com que essas coisas sejam parte do cotidiano da criança.
O objetivo maior é fazer com que a criança escolha sujeitar sua vida ao controle de Deus, aprendendo a tomar decisões sábias que glorifiquem ao nome do Senhor.


É bem verdade que algumas vezes, filhos de pais piedosos, não são regenerados e escolhem o caminho da insensatez, trazendo profunda tristeza e provocando sofrimento à família, devido as escolhas erradas. Mas isso é assunto para um outro momento.

Até lá, que Deus nos ensine o modo como nos portar frente à nossos filhos e que sejamos como espelho, refletindo a glória e o amor de Deus em suas vidas.


Que a graça do Senhor seja contigo!
De Deus vem a graça; a Ele seja a glória!


As circunstancia podem nos mudar ou nos paralisar... A escolha é nossa.

Por GABRIELLE PEIXOTO
Um dia estava olhando o Instagram e vi uma pergunta que falou muito comigo: “Se suas palavras fossem seu alimento, sua alma seria nutrida ou envenenada."
Bem, o Salmo 126 diz assim:
"Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.
Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes.
Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.
Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro, como as correntes das águas no sul.
Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos."


O texto retrata como o povo se sentia quando saiu do exílio babilônico. No Salmos 137 nos traz um retrato do desapontamento do povo mediante ao exílio. Eles estavam tristes e até forças para cantar seus hinos e cânticos lhes faltavam à alegria por está longe de Sião.
Este exílio foi anunciado por Isaías quando Ezequias mostrou o reino para os babilônicos (II Reis 20:15-18) e durante 23 anos Deus usou Jeremias para que levasse o povo ao arrependimento, mas os homens não lhes deram ouvidos. A Babilônia foi usada como instrumento de correção (justiça) para mais uma vez trazer o povo de volta.
Assim como o povo de Israel, muitas vezes nosso coração se endurece e não conseguimos ouvir a voz de Deus ou fazer sua vontade. Um coração cheio de si fica surdo a voz de Deus.
Nunca conseguiríamos no remir ou redimir nos arrepender por conta própria. Foi um preço alto, muito além de que poderíamos pagar.
Estávamos exilados em nossos delitos e pecados (Efésios 2:5) e Jesus com seu sangue nos comprou (Apocalipse 5:9). Sua perfeição remiu nossas imperfeições, nos atraiu para o Filho do Reino do seu amor (Colossenses 1:13)  
Seu altruísmo nos dá acesso ao Pai. Seu sofrimento e vergonha se converteram em honra, resplendor, poder, gloria, força. O exaltado retornará para buscar aqueles que lavaram suas vestes em seu precioso sangue e assim abnegaram suas vidas por amor a Ele, vivendo em retidão, reconhecendo seus pecados e andando com uma vida de retidão e dependência Cristo.
O versículo 4 do Salmo 126, o salmista traz uma oração pedindo a Deus que lhes restaure a sorte... Jesus restaurou a nossa sorte.
Segundo o Portal Metodista, “o Neguebe é uma região com clima e ecossistima específicos, marcado por um verão sem chuvas e sem água nos rios e um inverno de chuvas que chegam a torrenciais.”
Em sua oração o salmista diz:
"Senhor, que em meio à aridez do meu coração que inunde sobre mim mananciais do teu Santo Espirito."
Lembra que no começo foi proposta uma reflexão?
"Se suas palavras fossem seu alimento sua alma seria nutrida ou envenenada?"
Lágrimas, assim como palavras, são sementes. Para se plantar, primeiro analise o tipo de solo (se tem pedras, espinhos, aves ou se é terra boa), depois o tipo de adubo para o crescimento da semente, a irrigação da terra e a luminosidade ao redor do solo.
Nosso coração era um solo árido, mas a semente do evangelho caiu e brotou.
O adubo usado foi a Palavra de Deus. Seus nutrientes nos eram mais do que necessários. Passávamos horas a fio examinando, estudando, buscando.
A irrigação é feita pelo Espirito Santo que renova Nas nossas mentes o desejo de procurar a Cristo, o mesmo que nos mostra o Pai, e o Pai derrama sobre nós o teu Espirito Santo.
A luz vem do Sol da Justiça aquecendo os nossos corações com sua misericórdia e amor. Então a planta cresceu, amadureceu, suas raízes se expandiram e passou a não mais reconhecer quem a fez crescer e seus frutos passaram a ser maus.
Quando semeamos palavras de encorajamento e engajamento para o Reino de Deus, esta ação do Espirito age na vida das pessoas brotando sementes do evangelho. Mais quando da nossa boca saem palavras amargas, nossa alma é envenenada pelo poder da carne que por vezes insiste em nos mostrar nossa natureza carnal e pecaminosa.
“Aspergirei água pura sobre vocês, e vocês ficarão puros; eu os purificarei de todas as suas impurezas e de todos os seus ídolos. Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis." - Ezequiel 36:25-27
O versículo 10 de I Corintios 13 diz que quando o que é perfeito aparecer todas as imperfeições irão embora. Cristo é o mais que perfeito! Ele vivifica todas as nossas imperfeições nos dando Sua vida no lugar, mesmo que as conseqüências dos nossos atos fiquem em nós, porque Ele também não vai anular os nossos instrumentos de correção. Por que são estes instrumentos que nos trazem para perto Dele.
Os espinhos da carne que nos fazem depender de Cristo, nos abraçando com Seus braços de amor, para que nos venhamos ser cheios Dele e através de nós outras pessoas venham ser cheias Dele.
"Engraçado" é que antes de nos usar para os outros, Ele nos usa para cuidar de nós mesmos, para fazer aquela reflexão interior, olhar para dentro de si. Ver as coisas que precisam ser mudadas, os fardos que precisam ser largados pelo caminho ou coisas que já eram para ter sido mudadas e nos apegamos. Um exemplo disso é a historia de um Alpinista que, subindo no alto de uma montanha despencou ladeira abaixo, se agarrou em sua corda e pediu a Deus uma orientação. Então Deus olha pra ele e fala:
- Solta a corda.
-Não! Isso é de mim - disse o alpinista
- Solta a corda cara, solta a corda!
- Não! Isso é de mim... To ficando doido! Exclama o homem.
Passam horas e o homem pergunta de novo:
- O que eu faço?
- Solte a corda, meu filho! - Responde Deus
Mas a corda era a zona de conforto do homem, ele se sentia seguro ali. Sabia ele que estava a menos de 2 metros do chão. Talvez fossem só arranhões, escoriações, no máximo ele quebraria uma perna, porém, manteria a sua vida.
O homem, por se apegar a corda, morreu!
E em nossas vidas não é diferente. Muitas vezes nos apegamos às coisas do passado, à magoas, tristezas, decepções, rejeições, frustrações, sonhos que não se realizaram do jeito que queríamos durante o decorrer da vida... nos frustramos tanto que largamos tudo que Deus um dia prometeu. Nos esquecemos de Seu agir e de repente ouvimos: “Solte! Saia da sua zona de conforto siga em frente! Prossiga para o alvo, para o premio da soberana vocação que você vai conseguir.”
Que possamos orar, assim como esta escrita em Jeremias 24:7- “Dai-nos Senhor um coração disposto a te conhecer e que entenda quem Tu és.”
Que possamos ficar com esta palavra. Que mesmo em muitas ocasiões na qual tenhamos um coração endurecido para muitas coisas, possamos fazer nossas escolhas hoje, pedindo a Cristo para vir com seu manancial, às torrentes sobre nós e nos lavar das coisas que atrapalham a nossa aproximação Dele; de todas as coisas que nos cegam para que não vejamos as direções ao decorrer do caminho, evitando assim escolher os atalhos.

Que venhamos todos os dias a buscar ao Senhor e os direcionamento para cada dia... O Pão Nosso de cada dia, as direções diárias que nossos ouvidos.
Que corações estejam abertos e receptíveis diariamente à Ele.

Escolhas (vozes das circunstâncias)



Por GABRIELLE PEIXOTO

"E sucedeu que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. E o nome do seu filho primogênito era Joel, e o nome do seu segundo, Abia; e foram juízes em Berseba.Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele, antes se inclinaram à avareza, e aceitaram suborno, e perverteram o direito. Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor. E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti. Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles." - I Samuel 8:1-9
"Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia.
Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei." - I Samuel 8:18-19

"Então o Senhor disse a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens de Israel: Volte cada um à sua cidade." - I Samuel 8:22

Ao longo da historia de Israel vemos Deus buscando, além de ser prioridade para o povo, guiá-los em meio às adversidades. E por diversas vezes quando mantiveram um relacionamento de interesses com Deus como se ele fosse um gênio da lâmpada ao invés de um Pai que cuida.
Como vimos neste trecho à expectativa do povo sobre Samuel se estendia aos filhos dele e apesar do caráter irrepreensível de Samuel (cp.12) e o modo que havia criado seus filhos, eles não seguiram o caminho de justiça. O povo pediu um rei a Samuel, pois queria ser igual às nações com um rei humano ao invés de continuar tendo o Rei dos Reis como governador e defensor de seus interesses.
Estas palavras irritaram o coração do profeta, não porque falaram dos filhos dele, mais por ver o desprezo do povo quanto à liderança do Senhor. E ao consultar a Deus ainda é acalentado... Foi a mim que eles rejeitaram (v.7 e 8) e os adverte de que tudo o que Eu havia lhes dado o novo rei haveria de tomar (v.10-17) e que quando clamassem sobre o jugo do rei, Ele não os ouviria. (v.18).
Ser parecidos com as demais nações (v.20) em Exodo 19.5 Deus faz uma proposta ao povo no deserto, se eles guardassem e obedecessem seriam o tesouro pessoal entre as nações... E logo embaixo diz que o povo unânime concordou e nas páginas seguintes mostram que eles logo se esqueceram e ao pedirem para serem como as outras nações, eles rejeitaram o amor de um Deus que as tinha com jóia preciosa, de serem exclusivas para ser governadas pelas suas próprias concupiscências, seu próprio egoísmo.
Quando Saul aparece a Samuel, foi para pedir uma orientação sobre as jumentas de seu pai que haviam sumido, a bíblia destaca as características físicas de Saul, não as qualificações espirituais, mais quando ele é chamado podemos ver um temor e um certo sentimento de inferioridade quando ele exclama:

“Não sou eu da menor tribo de Israel e do clã mais insignificante? Como podes me afirmar isso?” - I Samuel 9:21

No dia de sua posse, foram consultar ao Senhor pra saber onde ele estava, o tiraram de La e o constituíram rei (I Samuel 10:22-24). Neste capitulo nos versículos 1 a 9 Samuel diz a Saul coisas que iria acontecer mais também lhe dá uma ordenança, para lhe esperasse 7 dias que quando o profeta chegasse ele que sacrificaria ao Senhor... Saul por minutos de espera, perdeu a consolidação do seu reinado eternamente pois quando chegou o fim dos sete dias achando que Samuel estava demorando e por pressão do povo, sacrificou... Exerceu uma função que não era a dele, e por desobediência, foi reprovado como rei isso se repetir no capitulo 15.
Deus diz pra ele que se vingaria dos amalequitas  por ter atacado o povo de Israel no Egito, e que matasse todo mundo, e todos os animais. Saul além de poupar o melhor dos rebanhos com a desculpa de sacrificá-los a Deus, também poupou a vida do rei dos amalequitas.
Vendo isso, Samuel se irritou e disse a ele que agora seria definitivo e que seu reino estava reprovado. Afirmou que Deus prefere obediência do que sacrifício e que ele já estava preparando um novo homem com o coração aberto para Ele (Davi nem havia nascido ainda). Depois deste episodio Saul, não viu mais Samuel até que morresse. Seu reinado foi de decadência terminando com seu suicídio.
A historia de Saul no ensina que no decorrer da caminhada erramos, mas Deus não espera de nós sacrifícios de um coração longe dEle, mas a obediência de um coração que busca ser aquecido por Ele.
Quando deixamos de ouvir a voz de Deus e de seguir as suas ordenanças, passamos a dar ouvidos a outras vozes: do nosso medo, da culpa, do remorso, do orgulho, da falta de compreensão, da inveja, do egoismo, da soberba.
Caim ouviu a voz de Deus o aconselhando, mas deu ouvidos a ira e matou o seu irmão.
Esau por ouvir a voz da gula perdeu a primogenitura e não se tornou pai de nações.
Moisés ao dar ouvido a pressão do povo perdeu de ver a terra prometida.
Urias ouvindo a voz da soberba,orgulho-se de si e ao se achar digno de sacrificar adquiriu uma lepra e morreu isolado do povo.

Que sejamos mais sensíveis à voz de Deus e, em obediência, O seguimos
Deus os abençõem

Bebeu água?! Tá com sede?!

Por ELIÉZER RODRIGUES

"Agora, pois, que te adiantará ir para o Egito, beber as águas do Nilo?" - Jeremias 2.18a

O homem natural possui uma sede insaciável. Por mais que ele alcance feitos grandiosos, existe um desejo de querer cada vez mais e mais.
Mas, que situação lastimável é quando o cristão que já experimentou da graça de Deus - a fonte inesgotável de águas vivas - resolve voltar ao seus velhos e ímpios costumes, retornando ao Egito e bebendo das águas do Nilo.
Que lucro terás voltando ao mundo e bebendo de suas águas?
Para quem é mundano, essas águas até parecem ser saborosas, mas para nós que já tomamos da água da vida, as águas do Nilo jamais irá no satisfazer. E corremos o risco de beber mais e mais, buscando saciar nossa sede, e acabar nos afogando nessas águas.
Que tenhamos sempre em mente e sigamos o conselho do Mestre Jesus:

"Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Aquele que crê em mim, do seu interior fluirão rios de águas vivas." - João 7.37-38

No amor de Cristo, aquele que nos ofereceu gratuitamente da água da Vida.
Eliézer "Sejač" Rodrigues.

De Deus vem a graça; à Ele seja a glória.

Desculpe o Transtorno. Precisamos falar sobre dor.


POR Ruth Alves
Maio de 2015. Porto Velho, Rondônia. Era cerca de 21h. Eu era uma das últimas pacientes do dia. Depois de 5h de espera, finalmente eu entenderia o que estava acontecendo com meu olho. A resposta? Não foi uma das melhores. Descobri que eu haveria de enfrentar um intenso tratamento de três meses, com pílulas e um colírio. O pior era não ter a certeza do que aconteceria com meu olho e meu organismo durante esse tempo. Quando o doutor nos informou que eu corria risco de perder a visão, foi como se o mundo tivesse desabado sobre mim.
Confesso que fiquei sem reação, por algum momento. Eu não sabia se chorava, se ficava quieta, se eu fazia mais perguntas ao doutor... eu realmente não sabia o que fazer. Como poderia reagir ante uma notícia dessa? Mas uma das perguntas “automáticas” que vieram à minha mente foi: “porque eu? ”. E essa é uma das perguntas – ou talvez a pergunta – mais frequente que vem a mente de qualquer pessoa quando está diante de uma situação complicada como essa. Porém, graças a Deus, temos o Espírito Santo para nos lembrar de que isso pode ocorrer com qualquer pessoa, e principalmente com qualquer Cristão. Foi o que ele fez naquele dia comigo.
Às vezes temos a impressão errada de que, por sermos salvos, seremos blindados de qualquer situação complicada. Qualquer doença, qualquer perda, qualquer dor ou sofrimento. E isso, meus caros, é totalmente fora da realidade que vivemos, e totalmente fora do que a própria palavra de Deus nos alerta. A dor que eu sentia era além da dor física: era a dor da incerteza, do sofrimento, de uma possível perda que eu teria. E quantas vezes isso acontece. Ficamos chateados com nós mesmos e pensamos que Deus não poderia ser glorificado através daquela dor que enfrentamos. “O que foi que eu fiz pra merecer isso? ”. “Sou cristã. Isso jamais deveria acontecer!!!”. “Deus, o que está acontendo? ”. São possíveis perguntas.
Infelizmente, a igreja não tem alertado com frequência sobre a dor. Diga-se de passagem, é um tema bastante evitado. O que se prega hoje é prosperidade, vitória, autoajuda, etc. “Determine a vitória em sua vida!!!”. “A partir de hoje, sua vida será sempre vitoriosa! ”. Eu já ouvi dizerem que “um Cristão não pode ficar doente”, ou que “a dor não faz parte da vida de um Cristão”. E por causa de declarações como essas, muitos estão despreparados para as dores da vida. É aquela coisa: “se meu pastor falou, nem preciso consultar a Bíblia, já que ele é homem de Deus mesmo... Não vou passar mais por dores! Oh glória! EU DETERMINO ISSO NA MINHA VIDA! “.
Não, meus caros. Não é assim que funciona. Ah, se a vida Cristã nos blindasse disso, seria muito fácil viver uma vida de comunhão com Deus, não seria? Deixa eu esclarecer algumas coisas (que, diga-se de passagem, Deus as esclareceu pra mim nessa situação que vivi).




1) A SALVAÇÃO NÃO NOS PRIVA DE DORES
Quando me refiro a “dor”, é no amplo sentido da palavra. Seja ela física ou emocional. Doença ou alguma situação complicada que você esteja vivendo. O Sangue de Jesus “nos purifica de todo o pecado” (I João 1:7), mas não confunda isso com uma possível blindagem de tudo. O próprio Senhor Jesus nos alerta: “no mundo tereis aflições (...)” (João 16:33a). Podemos enfrentar uma crise financeira, um tratamento de doença, a perda de um ente querido... infinitas situações. Consulte os exemplos dos nossos heróis da fé, meditando em Hebreus 12. Homens irrepreensíveis, muitíssimo usados por Deus e que não foram blindados de sofrimentos.

2) DEUS É GLORIFICADO NA DOR
Para entender a soberania de Deus, experiências são necessárias. E Deus, com sua sabedoria e graça, nos permite ter essas experiências. Como teremos testemunho se formos privados de dores e sofrimentos? Como poderemos pregar sobre consolo se nunca tivermos enfrentado lutas? Podemos entender isso melhor ao lermos IPedro 1.6-7:

“Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, sejais contristados por várias provações" - IPedro 1:6

Nossa, Ruth. Que Deus é esse? Por que permitiria tamanho sofrimento a seus filhos? Que absurdo! É, talvez você possa se questionar dessa forma. Mas deixe-me te mostrar o que Ele me ensinou naquele mesmo dia que eu estava no oftalmologista.
Eu precisava de experiências de fé. Deus determinou aquele momento, com sua soberania, para que eu aprendesse a ser dependente dele. Sabe o que é isso? É amor de PAI.

“Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” - I Pedro 1:7

 O Senhor queria que a vida dele fosse ainda mais refletida em mim, por isso utilizou essa dor. Minha fé precisava “ser apurada por fogo” e, assim como a minha, a sua também precisará. Uma querida irmã em Cristo pode traduzir muito bem isso:

“É difícil, por vezes, pensar que um pai que diz nos amar também nos jogue no fogo. Nós temos uma mente muito limitada, muito humana. Não conseguimos entender amor que não se traduza em puro cuidado. Mas o amor de Deus é muito mais complexo e cheio de camadas, incompreensível a pobre mente humana”. - Francine Veríssimo Wash 

3) ELE NOS CONSOLARÁ EM MEIO A DOR
Lembra de João 16.33? “No mundo tereis aflições...”. Teremos sim, teremos inúmeras. Mas não podemos nos esquecer dessa promessa tão preciosa: “... mas tenham bom ânimo, pois EU VENCI O MUNDO!. SIM! Ele já venceu! E por ter vencido, ele nos ajudará a vencer também. Meus amigos, não foi fácil para mim viver tudo isso. Mas permanecer em fé vale muito a pena, pois eu pude sentir o consolo de Deus em cada dia de tratamento. O Espirito Santo me recordava dos momentos em que o Senhor promete consolo através de sua palavra:

“Não se turbe o vosso coração, crede em Deus, crede também em mim” - João 14.1

 “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados. Perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos (...) Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós ETERNO peso de glória, acima de toda a comparação” - II Coríntios 4:8-9, 17

 “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” - Lamentações 3:22-23)

"Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis." - João 14:15-19 

Naquele dia, uma paz inexplicável invadiu meu coração. Era a "paz que excede todo o entendimento. E eu tive a certeza de que sim, estou sujeita a dores. Mas isso tudo é para o meu bem (Romanos 8.28), e Ele será glorificado nisso. E SIM, ele me consolará! E consolou!
Bom.. Não foram somente três meses. Em agosto descobri que precisaria de mais três meses de tratamento. Mas o consolo Dele veio. Em Novembro de 2015 parei de tomar os remédios. E hoje, para honra e glória do Senhor, estou com 1 ano e 3 meses sem tomar as pílulas! DEUS É MUITO BOM!
Gostaria de encerrar esse texto com as palavras da irmã Francine:

“Por vezes Deus não nos tira do fogo, mas assim como fez com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, se coloca ao nosso lado em meio às chamas. (...) 
Esse é o belo e excruciante paradoxo da vida cristã. E que privilégio é sofrer por Cristo!”. 

Que Deus te abençoe! Sigamos firmes em Cristo!

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