Precisamos voltas às origens dos louvores congregacionais.


Por JOÃO VITOR PACHÚ

Oi, povo!

Paz do Senhor! Paz seja convosco! Graça e Paz!

“Quão bondoso amigo é Cristo/ Carregou com a nossa dor...” 
“E então minh’alma canta a Ti, Senhor: Grandioso és Tu!”
“Quando tudo perante o Senhor estiver / e todo o teu ser ele Consolar..”
“Sim, eu amo a Mensagem da Cruz!!..”

Ah, os hinos antigos!!!

Não sei você, mas eu sou simplesmente APAIXONADO pelos cânticos antigos!
Harpa Cristã. Cantor Cristão. Hinário. Todos. Tudo.
Seja pela poesia que há em cada verso; ou na harmonia que consegue ser de uma complexidade tão excêntrica... sendo tão simples! Provavelmente esse apreço venha do fato de ter crescido em uma igreja onde essas canções tenham grande presença no culto; porém, há alguns dias, um amigo da orquestra da qual faço parte, me emprestou um livro S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L: A história dos hinos que amamos” DANIEL, Silas.

Analisando as histórias desses verdadeiros testemunhos em forma de música, só consegui chegar a uma conclusão: PRECISAMOS VOLTAR PARA ESSE TEMPO!

Peguei para ler sobre quatro hinos que sempre amei: “Sou feliz”; “Sossegai”; “Quão bondoso amigo é Cristo” e “Castelo Forte”. Em comum, essas composições foram escritas, em sua maioria esmagadora, nos momentos mais difíceis das vidas dos autores. A trágica morte de entes familiares, a depressão por ser perseguido ao pregar a Palavra do Senhor, a tensão de um pré-julgamento... e, mesmo assim, podemos perceber que só o nome dEle é glorificado.

Voltando nos dias atuais em que as canções exaltam a necessidade de um “deus que tem a obrigação de servir à Criatura”, esquecemos que, na verdade, Deus é quem começa com a letra maiúscula!

Na vontade de criar algo que seja o que as pessoas queiram ouvir e acaricie os seus egos (em outras palavras, algo que venda!), os “ministérios de louvor” acabaram se escondendo em grandes vendedores de psicologias como “você é vencedor”, “sua benção vai chegar”, “Deus vai dar a sua vitória” que por fim, não se deram conta de que a real importância desses louvores é exaltar o nome de Deus nas nossas fraquezas.

Paulo nos remete à essa ideia quando em II Coríntios 12 desabafa sobre os seus erros internos e, em suplica à Deus, entende que é nos nossos erros que podemos engrandecer ao Pai por compreendemos o quão somos falhos e necessitados da sua graça e misericórdia.

Fico a me perguntar como os líderes de louvor querem que a sua congregação se entregue mais ao Senhor na hora em que o culto está sendo dirigido pela música, se os hinos que cantamos hoje glorificam mais aos homens e nosso ego do que ao Rei?

Contudo, ainda há os “sobreviventes”.

Voltando nos anos 80-90, temos Asaph Borba e Adhemar de Campos com canções Cristocêntricas e próprias para os cultos. Quem nunca cantou “Ele é exaltado”, “Tributo a Yehowah” ou “Jesus, Em Tua Presença”?. Ou ainda o abençoado Ron Kenoly com “The Battle Is The Lord”, “Ancient of Days” e “I See the Lord”.

Nos dias de hoje eu falo que temos sim, bons louvores que exaltam a grandeza de Cristo, também, em nossos momentos de dificuldades, como as recentes “Ele Continua Sendo Bom”, gravada pelo Paulo Cesar Baruk, “Ninguém Explica Deus” do grupo Preto no Branco ou o trio “Getsemani- Novo – Ele vive” do adventista Leonardo Gonçalves. Além das americanas “How Great is Our God”, traduzida na famosa “Quão Grande é o Meu Deus” e por fim a linda “Even When It Hurts” do famoso (e polêmico, as vezes) ministério australiano Hillsong United; na minha opinião uma das melhores canções deles! Lembro de acompanhar a história de quando em uma de suas turnês, o filho de um dos guitarristas é acometido de uma doença grave. Você consegue perceber a angustia pela situação, mas a conformação pela Vontade do Soberano quando diz que “Mesmo que não faça sentido cantar, eu continuo louvando a Ti!”.

É esse o sentimento que deve estar em nós: Louvar a Deus nos momentos difíceis. Louvar a Deus nos momentos alegres.

Voltemos ao tempo em que os louvores eram feitos para Deus, e, não para os homens.

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