Criança é feita de sonhos; e os pais, sonhadores


Por SAMU CAMPOS
“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles” - Provérbios 22.6


Fala, Semeadores! Beleza? =]


Eu pensei que já iria por um basta de falar sobre crianças e filhos, mas madrugada passada recebi uma pérola e me encheu de inspiração para vir contar para vocês.

Abriu uma inscrição no Centro Cultural de minha cidade para um projeto da comunidade que ensina capoeira para as crianças de dois a três anos. Resolvi matricular a Manu porque ela ainda não vai à escola e para que ela desenvolva a motricidade, visto que ela deixou de andar e executar muitos movimentos durante alguns meses. Não sofreu sequelas, mas as vezes apresenta uma certa dificuldade e eu acredito que os esportes possam contribuir para seu desenvolvimento. O único esporte na minha cidade que oferece suporte para crianças com menos de quatro anos é esse projeto de capoeira, que está abrindo sua primeira turma. Sendo assim, achei que poderia ser uma atividade muito bem-vinda.

Dada a introdução. Enquanto estava na reunião de apresentação do projeto, me lembrei que eu também fiz capoeira na minha infância e ri ao me dar conta de que minha filha está caminhando por passos que eu caminhei.

Cada nação possui sua cultura e seus moldes que são passados de pais para filhos, correto? Eu estava pensando em quais moldes e que tipo de cultura eu agregaria para meus filhos (profetizando que um dia terei mais filhos!!) e não me refiro apenas ao sentido espiritual, até porque isso é mais do que claro que passarei, mas em relação à vida, ensinamentos regionais e afins, como aconteceu com a capoeira.

Horas depois, li uma matéria dizendo que, no Reino Unido, as crianças de cinco anos são preparadas para que aos seis, façam um teste para ter acesso às melhores escolas. Um suposto “futuro promissor”. A criança perde parte da sua infância focada em aprender nomes de planetas, capitais de inúmeros países, raízes quadradas (essas coisas que aqui no Brasil só se aprende no ensino fundamental) ao invés de serem orientados pelos pais a como lidar com suas angústias, tristezas, raivas e frustrações decorrentes do dia a dia.

Na matéria tinha a seguinte frase:

“Eduquemos crianças sábias nas emoções, crianças cheias de sonhos e não de medos. Vale a pena trocar tudo isso por pressão? Por horas de estudo para um futuro promissor? E se a criança não passar, valerá a pena o sentimento de exclusão e de fracasso?”

Incrível como cada vez mais cedo, ignorantemente pressionamos os outros a serem melhores e cada vez mais inteligentes, cheios de vitalidade, extroversão... Cobranças que podem ser boas em alguns casos, mas que em outros podem destruir todo o indivíduo.

Crianças são feitas de sonhos! A curiosidade é sua maior motivação e nossa função é auxiliar sua aprendizagem, incentivando-os em novas descobertas dentro de seu tempo, de seu limite. Não é porque Felipe falou a primeira frase em inglês aos três anos que Marcos também deve falar. Não! Se ele tiver que falar aos seis anos, assim o será. Não nos cabe passar por cima do tempo fisiológico de ninguém, quanto mais de um pequeno.

Criança aprende através do lúdico, vem do brincar. Querer alfabetizar o mais cedo possível para que aos dez anos já tenha lido quinhentos livros não significa nada a não ser que ela perdeu uma deliciosa parte da sua vida que não voltará mais, para fazer algo que na vida adulta será sua rotina. A criança deixa de ser criança para ser um adolescente/adulto em fase de vestibular/concurso. Não destrua a infância delas, não permita que pulem de fase.

Sou mãe à moda antiga. Minha filha não brinca com tecnologia. Ela brinca no parque, na terra, com bambolês, corda, amarelinha, bola, bicicleta, skate, pipa (porque menina empina pipa siiiiim xD). Sai de short, camiseta e tênis para brincar e não de sandália de salto alto (pelo amor de Deus, não ponha salto na criança! Faz muito mal à sua estrutura, joelhos e coluna).

Deixo ela bem a vontade para que brinque como bem quiser. Volta pra casa na maioria das vezes imunda, mas muito feliz de ter brincado e aproveitado cada minutos e eu... aaaaah eu fico extremamente feliz de ver minha saudável filha correndo e gargalhando, se divertindo e dando valor às coisas mínimas da vida.

Criança não precisa de celular, computador e tablet. Criança precisa de papel e lápis. Ali ela trará seu mundo para nós, seu mundo tomará forma e cor; bem como ela imagina.

É muito fácil falar que essa será sua realidade quando você tiver filhos, mas quando já se tem um, é muito mais cômodo dar um celular para que ele brinque do que levá-lo a um parque e muitas vezes ter que brincar junto. O cansaço e correria do dia a dia muitas vezes nos levam a comprar o silêncio da criançada com tecnologia, mas se esforce para que isso não aconteça, ao menos não com frequência.

Brincar é um momento prazeroso para a criança e muito mais para os pais quando eles entendem e conseguem entrar no mundo de seus filhos. O vínculo aumenta, a amizade fortalece, as manhas/birras diminuem porque você se doa para a criança. A atenção que ela tanta deseja é saciada nesse momento. Aqui também ensinamos muitos valores que geralmente temos dificuldades em aprender quando já somos adultos.

Mais uma vez falo... “a infância é o “filé mignon” da sociedade”. Invista tempo em seus filhos e dessa forma estará investindo em seu ministério.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” – I Coríntios 15.58

Até semana que vem!
Beijoooo

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