Corrigindo os pequenos - Parte II


Por SAMU CAMPOS
Olá, semeadores! Tudo bem?
Continuando a saga sobre educação infantil, falaremos um pouco sobre como seria o modelo de criação à luz da palavra.
Gostaria de novamente relembrá-los que também estou aprendendo sobre criação de filhos e ainda tenho muito a aprender. Fiquem a vontade para partilhar suas experiências e aprendizado conosco.

"Corrige o teu filho, e ele te dará descanso; trará delícias para ti" - Provérbios 29:17
Vamos à pergunta chave: como disciplinar?
Bom, depende! Tudo depende!

A principio tenha em mente que a criança tende a ter comportamentos baseados em dois princípios de causa:

·         Motivações naturais: escolhas que elas fazem de acordo com suas necessidades (tentar se alimentar sozinha e consequentemente sujar todo o chão à sua volta e a si mesma. Aqui a criança não se sujou porque quis ou pra fazer birra. Ela estava tentando fazer algo por conta e devido às suas limitações, sujou! Aqui ela pode apresentar irritabilidade, frustração... sentimentos viáveis dentro do contexto).
·         Motivações geradas pelos pais: a criança observa o adulto e reproduz o comportamento/fala. Muitas vezes nos irritamos com determinadas situações e na verdade é apenas um pedido da criança de atenção dos pais ao que estão vivendo no momento (um exemplo é a mudança de comportamento em uma criança em uma fase de crise entre os pais. Tudo é ouvido e absorvido pelos pequenos e depois expressado em agressividade, retraimento, distração, entre outros).

O ideal é que saibamos diferenciar essas motivações antes de repreender as crianças. Precisamos ter sabedoria ao corrigir. Tomemos então alguns parâmetros:

·         Não gritar: Você gosta quando gritam com você? O que você sente? E quando é alguém maior, com mais força e superior à você? Fica inúmeras vezes repetindo seu erro e ofendendo? Já viveu isso? É péssimo, não é mesmo?
Vejamos o que a bíblia aponta sobre:

Quanto mais se abre a boca, mais tolices e frustrações experimentamos; o muito falar é inútil.” – Eclesiastes 6:11

·         Pense antes de falar, pese suas palavras:

O coração do justo medita no que há de responder; mas a boca dos ímpios derrama coisas más. “ –  Provérbios 15:28

Expressar a própria opinião é motivo de alegria; e como faz bem o conselho certo na hora necessária!” – Provérbios 15:23

 A língua dos sábios torna o ensino interessante, mas a boca dos insensatos é fonte de tolices.” – Provérbios 15:2

O sábio de coração é considerado inteligente; quem fala com equilíbrio tem o poder de convencer os outros.” Provérbios 16:23

·         Equacione sabedoria ao temor do Senhor:

Sabe, também, que a sabedoria é boa para a alma; se a encontras, com certeza haverá futuro para ti.” - Provérbios 24:14

·         Use palavras prazerosas para a correção:

“A instrução dos sábios é fonte de vida, e tem o poder de distanciar o ser humano das ciladas mortais.” – Provérbios 13:14

Os lábios do justo apascentam a muitos; mas os insensatos, por falta de entendimento, morrem." – Provérbios 10:21

Visto que somente pela graça de Deus podemos executar todas essas coisas, usemos dessa mesma graça para falar com nossos filhos (Provérbios 18.2).

Converse com seu filho, mantenha um diálogo. Deixe que ele expresse o que fez ou sente antes de repreendê-lo. A palavra diz que “responder antes de ouvir é insensatez e vergonha” (Provérbios 18:13) e infelizmente é assim que reagimos quando somos afrontados, o que pode acarretar uma série de danos.

Instrua diariamente sobre causas e consequências e, se ainda assim não for o suficiente, aí sim deve ser aplicada a correção física, mas isso é assunto do próximo post.

Fiquem com Deus, semeadores!
Até segunda que vem.
Beeeijooooo.

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