Corrigindo os pequenos - Parte I


Por SAMU CAMPOS

Olá, pessoal! Tudo bom com vocês?

Essa semana eu estava lendo alguns artigos de psicologia da educação e me deparei com muito "palpite" de como se educar uma criança (muitos deles dados por pessoas que não tem filhos). 
Me peguei pensando nos parâmetros atuais de aconselhamento infantil e resolvi lançar a seguinte pergunta em um fórum: Esses aconselhamentos são baseados em quê, afinal?
Como resposta, a maioria dos terapeutas/educadores me responderam que se baseiam em dados científicos experimentais e outra, em fatos observados por eles mesmos em outras famílias.

Satisfeita? Não! hahahah
Confesso que fiquei ainda mais intrigada.

Se analisar por base em dados científicos experimentais, vejo a criança sendo exposta como um ser de comportamento totalmente moldável. Até aí não parece tão ruim assim, não é? Agora vamos um pouco mais fundo com um exemplo de correção de uma birra.

Joãozinho (4 anos de idade, caçula de 3 irmãos) não quer comer a sopa que a mãe lhe ofereceu e por isso a joga no chão. A mãe, fã de super Nany, aprendeu que por conta disso ela deve levar Joãozinho para um local X e deixá-lo sentado na cadeirinha por 4 minutos (sempre 1 minutos por idade) de castigo. Ela deve sair e voltar quando esse tempo terminar, abaixar na altura da criança, dizer quer não gostou do que ele fez, pedir para que ele se desculpe, abraçá-lo e retirá-lo do castigo.

Dá certo? Sim, dá. Mas quais os efeitos desse castigo para Joãozinho? Vamos analisar?

* A mãe retirou a criança do local e a levou para outro onde posteriormente ela ficará sozinha. Pensa no sentimento de medo que isso gera na criança!
* A mãe nem ao menos parou para verificar o que gerou esse comportamento na criança. Ignorou o que ele sentia ao não demonstrar sensibilidade por ele, mas outros sentimentos como raiva ao ver a sopa no chão.
* A mãe manda ele ficar ali sentado até ela ir ao seu encontro de novo. Medo, medo, medo!
* A mãe sai. O filho viu a mãe dando as costas pro seu sentimento de novo! Isso é interpretado pelos pequenos como abandono.
* 4 minutos quando você se sente com medo, frustrado e abandonado parecem se tornar quantas horas? Agora imagina para uma criança!
* A mãe volta, se abaixa e explica o motivo do castigo. Aqui é monólogo, a criança não se justifica
* A mãe pede para que ele se desculpe. What??? Pedir da boca pra fora é muito diferente de realmente se entender o motivo do castigo, se arrepender e pedir desculpas.
*  A mãe pede um abraço. Mãezinha, deixa eu te contar uma realidade. Esse abraço não é pra fazer as pazes com você. Lembra que ele tá com medo e frustrado? Esse abraço é pela dor do abandono que você gerou nele!

Prestem atenção em quais sentimentos vocês estão gerando às crianças.
Não sou expert em educação infantil, mas Deus tem me dado graça no aprendizado e na prática também.
Muitas vezes pensamos saber como resolver as coisas e o quão prático é dar umas palmadas ou colocar de castigo, e nos esquecemos de ter empatia com os pequenos, colocar nosso coração no nível do coração deles. Educar é muito mais complexo do que parece.
Sou contra esse modelo "super Nany" por conta disso. Corrige o imediato, mas não traz entendimento para as crianças de maneira clara. Ela deixa de fazer algo pra não ficar de castigo sozinho e não porque é um ato errado.

Os psicólogos comportamentais que me perdoem, mas o método Behaviorista de educação é algo que tem me deixado um tanto aborrecida (em muitos casos, sem generalizar a aplicação. Cada caso, um caso) por conta do engessamento depositado na criança, manipulando seu comportamento e até seu coração.
A criança muitas vezes (muitas novamente, ok? Sem generalizar) se tornam hipócritas seguindo uma conduta anti-cristã de fazer uma determinada coisa esperando algo em troca. Isso é um amor egocêntrico. Vou exemplificar com Joãozinho novamente. Lembram-se que ele tem um irmãos né? haaha

Joãozinho está brincando de carrinho quando seu irmão Pedrinho (1 ano mais velho que João) pede para brincar com o mesmo carrinho. Joãozinho franze a testa e diz em alto e firme tom: "Não!".
Pedrinho chora.
A mãe vem imediatamente e pede a explicação de ambos sobre o por que da briga.
Pedrinho: "Ele não me deixa brincar com o carrinho"
Joãozinho : "Eu vi primeiro"

O que a mãe faz? Tira o carrinho de Joãozinho e dá pro Pedrinho brincar de novo, afinal, Joãozinho já brincou um pouco. Alerta aos filhos que se as brigas persistirem, ela castigará os dois. Se forem bonzinhos e amáveis um para com o outro, ganharão uma estrelinha no quadro que ela mesma confeccionou assistindo a super Nany!
Joãozinho, muito esperto, passa a tratar o irmão muito bem só na presença da mãe, afinal para ganhar as estrelinhas a mãe tem que presenciar um bom comportamento, certo?

De fato os irmãos passam a se amar na presença da mãe, mas será que entenderam a importância do relacionamento fraternal ou de dividir suas coisas?

Mas, e aeeeee Samu, à luz da palavra, como podemos fazer?
Fica pro próximo post que esse já está enorme! hahahah
Segunda-feira postarei sobre correção de filhos. Aguardem!
Deus te abençoe!
Bjos da Samu

0 Comentários em "Corrigindo os pequenos - Parte I"

Postar um comentário

Fique a vontade para comentar e dar sua opinião.
ELA É DE RELEVANTE IMPORTÂNCIA PARA NÓS!

Identifique-se, pois queremos estar sempre em contato direto com nossos leitores!

Obrigado por acompanhar, divulgar e orar pelo blog O Semeador!
Que Deus abençoe sua vida, em nome de Jesus!

Blog Archive

TEXTOS MAIS ACESSADOS