Na língua deles...


Perplexos e admirados comentavam uns com os outros: “Porventura, não são galileus todos esses que estão falando? Como, então, cada um de nós os ouve falar em nossa própria língua? – Atos 2:7-8

Paz do Senhor meus manos e minhas manas!

Tenho visto e ouvido muita gente confundindo questões básicas que nem chegam a ser conflitos teológicos, mas de interpretação mesmo.  Existe uma confusão imensa entre MENSAGEM e CANAL DA MENSAGEM. Explico, é simples: A mensagem aqui é o Evangelho, o canal, a forma como esse evangelho é pregado.

Quando falamos de um falso evangelho, falamos de uma falsa mensagem. O canal a ser usado, de fato, não importa quando a mensagem é genuína. O que “condenamos” bastante é o fato de um evangelho distorcido, muitas vezes com excesso de regras, outras com a total falta delas, e pior ainda com a ausência de Cristo estar sendo amplamente difundido nas igrejas modernas (não só nas modernas).  O erro, muitas vezes, é utilizarmos eventos ou entretenimento, como preferirem,  e esquecermos o discipulado, abandonarmos o verdadeiro ensino da Palavra. Os eventos, a forma como se chega aos "diferentes", não é, em si, um problema.  O problema é o “lotar templos” sem se preocupar com a mensagem pregada para isso.

Vamos contextualizar o versículo de Atos. Era pentecostes, os discípulos foram cheios do Espírito Santo e começaram a anunciar as maravilhas de Deus em outras línguas, de forma que todos os presentes ali, cada um de um lugar e língua diferentes, conseguiam os entender. Como usamos isso hoje? Simples, mudando o CANAL DA MENSAGEM de acordo com o ambiente aonde nos encontramos. Vejam bem, eu disse o CANAL DA MENSAGEM, jamais a MENSAGEM.

Paulo é um exemplo claro disso. Em algumas situações “poder de Deus”, em outras “discussão” com filósofos e intelectuais  de sua época no Aerópago. Jesus, por sua vez, usava uma linguagem com a multidão, outra com seus doze discípulos, ainda outra com seus três mais “chegados”. Usou uma com os fariseus (religiosos) e outra com os, digamos, marginalizados da sociedade. A mensagem sempre foi e será a mesma, mas a forma como se chega a quem se quer chegar muda. 

De um lado, ainda muitos de nós insistimos em falar na nossa língua, e não entendemos o por que de tantos que ainda não conhecem a Verdade simplesmente não nos compreenderem. De outro lado temos religiosos que, infelizmente, por ignorância ou por se julgarem “donos da única forma correta de se pregar o Evangelho”, que atacam qualquer um que utilize de uma forma diferente de se fazer entender. Meus caros, não adianta termos a Verdade se não soubermos comunica-la. Não adianta ficarmos no nosso “evangeliquês” esperando que todo mundo entenda por que, muitos não se achegam a nós justamente por verem isso como um problema.

Religiosos, levar o mundo pra igreja, usar meios carnais pra atrair pessoas, é levar o pecado pra igreja, é usar de olhos altivos, de língua mentirosa, é derramar sangue inocente, é tramar projetos iníquos, é ter pés que se apressam em correr para o mal, é semear contendas, por favor, não confundam o uso de meios diferentes dos SEUS para levar a mensagem com “trazer o mundo pra igreja”, isso, meus caros, é adicionar uma interpretação pessoal sua ao que a Palavra de Deus ensina, e isso sim, é pecado.

Como já disse, é de fato URGENTE que nos preocupemos mais com a MENSAGEM e em leva-la aos quatro cantos do mundo, do que em de que forma isso será feito. 

"Assim, todos quantos aceitaram a sua palavra foram batizados; e naquele mesmo dia juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas. Como viviam os novos cristãos" -- Atos 2:41

A igreja infelizmente perdeu uma geração inteira de rockeiros nos anos 70, de hippies nos anos 60, e tem perdido outras gerações nos nossos dias por não saber dialogar, não saber levar o Evangelho até eles, na língua deles, como Jesus fez, como aconteceu em Pentecostes. É urgente aprendermos a lidar com o "diferente", ou, de fato, jamais vamos levar a Mensagem para além do igual.

Vinicius Aguiar


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