Um pouco de Thales Grulha

Por Gabrielle Peixoto de Sousa

Às vezes procuro um lugar silencioso para refletir e para me perguntar, quem sou? Então, viajo em minhas memórias e tento recolher o máximo de informações possíveis, algumas que me fazem chorar e outras que me arrancam preciosos sorrisos, nessa viagem me deparo com diversos momentos, lágrimas envolvem o meu olhar e minha respiração se torna ofegante, pois o conflito de sentimentos começa a aparecer.

Momentos felizes sempre me rodearam no decorrer da minha vida e alegremente diversas pessoas fizeram parte disso, minha família, amigos, colegas, conhecidos e até alguns desconhecidos, sempre tivemos a oportunidade de nos alegramos e de fazermos essa alegria se propagar, eu amo sorrir e fazer sorrir.

Mas, sabemos que nem tudo é alegria e comigo não foi e não é diferente, então me lembro dos sorrisos que soltei, querendo chorar, lembro-me das lágrimas solitárias e dos dias tristes que se passaram, mas deixaram cicatrizes, lembro-me de coisas que jamais queria me lembrar e também me esqueço de coisas que eu gostaria que fossem eternas, lembro-me de tristezas que são tão difíceis de serem repartidas.

Nas memórias também estão os amáveis parentes e amigos que se foram pra sempre e deram preciosos passos ao meu lado, que fizeram brotar sorrisos e deixaram em mim, fantásticas lembranças. Existem momentos que trago à memória alegrias que jamais voltarão, alegrias que foram se distanciando da minha realidade, mas permaneceram em mim.

Penso nas pessoas que um dia fiz chorar e hoje não tenho a oportunidade de fazê-los sorrir, também penso demais nas pessoas que eu gostaria de fazer sorrir, mas não me dão oportunidades para que isso se torne real, penso e entendo que algumas pessoas nem sempre nos ouvirão ou nos falarão algo a respeito de assuntos que desejamos discutir. Reflito muito nos meus erros, nos meus medos, nas minhas frustrações, nas decepções que tive e nas decepções que causei! Sim, penso muito nisso, como eu gostaria de mudar algumas coisas, como eu queria gritar perdão e silenciar mágoas e certos ressentimentos.

Não consigo esquecer os momentos em que eu corria, mas o meu coração pedia para eu ir com calma, ou os momentos em que eu caminhava, mas deveria estar parado, refletindo ou apenas pegando impulso, não posso esquecer também aqueles tristes dias que estive prosseguindo e o meu papel era simplesmente regressar. Eu já errei muitas vezes, mas nunca tive vergonha ou medo de pedir perdão, mesmo às vezes não parecendo, eu sempre desejo ser um filho melhor, um irmão melhor, um amigo melhor, desejo ser melhor em tudo, mas sou tão pequeno e limitado que às vezes eu penso que já estou oferecendo o melhor de mim, espero que isso mude!

Espero que eu caminhe sempre pelo caminho que Cristo me apontar, para que eu chegue bem mais longe do objetivo que eu acredito que eu mesmo possa chegar. Como disse no início, às vezes penso, quem sou eu... Sei que sou um homem que sonha em se tornar como uma criança, eu sou um homem que chora, que se decepciona, que decepciona pessoas, que sorri, que ama, que se irrita, que falha, que tenta consertar as bobeiras que faz, homem pecador, homem apaixonado pelo amor e amante da paixão.

Sou simples, sou falho, sou fraco, mas sou filho do Grande Eu Sou, sou tudo isso desejando ser menos eu e mais Ele em mim (Jesus) Sou mais do que alguns pensam e muito menos do que muitos imaginam.

Thales Grulha

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