Quantidade x Qualidade

"Por esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;" (Colossenses 1:9)


Graça e paz, turma!

Bom, quero deixar claro em primeiro lugar que não sou contra o crescimento das denominações, ou grupos religiosos (não gosto de usar a palavra igreja, visto que igreja não são placas nem grupos religiosos, mas pessoas) e também não sou contra que oremos pelo crescimento dos nossos grupos, mas, quero tratar aqui de como esta sendo esse crescimento e claro, como sempre, qual a visão bíblica a respeito.

Estava lendo um devocional esses dias que falava mais ou menos isso, que em nenhum lugar na palavra de Deus os apóstolos dos gentios oraram para que houvesse crescimento do número de cristãos, mas oraram para que os já cristãos se fortalecessem, se tornassem mais espirituais, tivessem revelação e conhecimento de Deus e sua palavra. Claro dei uma conferida e realmente não os encontrei orando por “quantidade”, mas, em outras palavras, orando por qualidade.

Tenho batido um pouco pesado, reconheço, em como a igreja tem crescido ultimamente. Já falei que temos usado artifícios carnais/emocionais para atrair pessoas e isso tem gerado uma geração de crentes de oba oba (que amam um evento gospel mas nada de conhecimento da palavra e de Deus) ou de crentes legalistas (que amam apontar o dedo pros erros dos outros e não entendem o que significa “graça”. Lerdos pra amar, rápidos pra julgar) ou ainda os crentes libertinos (desprezam totalmente a lei, não sabem também o que é graça, vivem sua vida como se Deus não existisse ou não estivesse por perto). Qualquer um desses três grupos está longe de Deus.

Vou tentar ser o mais simples possível mesmo em se tratando de um assunto complexo: Quando nós ensinarmos/pregarmos o que deve ser ensinado/pregado (palavra de Deus, conhecimento de Deus) e pararmos de ensinar outro tipo de coisa (política, relacionamento, pode-não pode, toque-não toque, como ganhar dinheiro, como ser feliz, como namorar, como casar e etc), os novos cristãos vão aprender através da única fonte confiável e realmente da maneira correta.

Como gosto de carros vou fazer uma analogia com isso: Suponhamos que eu tenha um carro de motor bem fraco, mas eu quero que ele ande bem rápido. Então faço diversos cursos de pilotagem na Europa toda durante anos e pronto, sou um dos melhores pilotos do mundo daqui a uns 10 anos. Entro no carro de motor fraco que eu falei, e vamos pra pista. Vou fazer o carrinho ultrapassar a velocidade do som? Não. Por quê? Por que, embora tenha feito algo importante, esqueci o mais importante, resolver o problema do motor fraco do carro. É assim que acontece, a gente ensina um milhão de coisas, que não deixam de ser importantes, mas a gente não se foca no essencial.

Meu medo, e já falei disso também, é que as coisas não mudem. Veja, a “igreja evangélica” esta crescendo, a cada censo tem mais “crente” no Brasil, mais shows gospel, mais espaço na mídia. Em paralelo a isso a violência esta aumentando, os crimes, a prostituição, a promiscuidade, a bagunça generalizada, a audiência das novelas, tudo também aumenta. O que isso significa? A igreja esta grande, mas não influencia como deveria, não é relevante, esta se adequando a modinhas, se
tornando gostosinha de frequentar, bonitinha, com boa música mas, esquecendo o essencial. São raros os crentes que conhecem a palavra hoje em dia, percebam, e exatamente por isso acabam fazendo parte de um dos três grupos que citei há pouco.

Vamos entender uma coisa, os discípulos não oravam por crescimento por que entendiam que se os cristãos conhecessem a palavra e conhecessem o seu Deus, seria inerente a isso que eles obtivessem sabedoria, discernimento, fossem espirituais, soubessem se relacionar, e claro tivessem amor por vidas, logo, eles faziam a coisa “de dentro pra fora” e não “de fora pra dentro” como temos visto fazerem hoje.

Sabe quando Jesus resumiu tudo em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo? Era isso, foco no que é essencial. Amando a Deus sobre todas as coisas você não coloca ninguém no lugar dele, nem dinheiro, nem ídolos, nada. Amando ao próximo como a si mesmo você não rouba, não mata, não cobiça, não mente, não falsifica.

Da mesma forma, pregando a palavra e ensinando exatamente o que Jesus e os discípulos ensinaram, a gente não precisa falar de outro assunto nem muito menos dar nossa "opinião pessoal" sobre o que quer que seja, o manual é aquele, e já que a gente enche a boca pra falar que a Bíblia é nossa única fonte de fé e pratica, que tal pormos isso em prática e fazer tudo só do jeito que esta escrito lá?

Nele, que nos advertiu para não acrescentarmos nada ao que já esta escrito;

Vinicius Aguiar
@Vinyaguiar

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