MALDIVAS - 6° lugar na Classificação de países por perseguição


Por Eliézer Sejač Rodrigues 

As Maldivas são conhecidas como um destino muito procurado para as férias. As ilhas estão localizadas no centro do Oceano Índico, cercadas por água azul e praias brancas que brilham sob o sol. Essa é a imagem que as autoridades querem passar para o mundo.
A atitude severa do governo em relação aos cristãos é pouco conhecida, mas escurece a linda imagem do país. Nada mudou substancialmente durante o período de pesquisa, o que resultou na permanência das Maldivas no 6º lugar da classificação.

Já que todos os cidadãos maldívios devem ser muçulmanos, outras convicções religiosas são estritamente proibidas. O governo não faz diferença entre cristãos nacionais ou exilados. O pequeno número de cristãos indígenas não pode se reunir publicamente, ou mesmo cultuar juntos. Ao contrário, eles devem colocar sua fé em prática secretamente, sempre com medo de ser descobertos.
Enquanto as autoridades monitoram de perto todas as atividades religiosas que parecem suspeitas, o controle social permanece alto. Os cidadãos maldívios concordam com as ações das autoridades, pois veem como liberdade religiosa o fato de poder discutir abertamente assuntos relacionados ao Islã. Essa liberdade não existia sob o antigo governo. A sociedade maldívia demonstra a mesma atitude em relação  a todos os tipos de religiões ou convicções, seja cristianismo, seja ateísmo. Além disso, o governo também aumentou o controle sobre a mídia.

De acordo com uma emenda ao Ato de Proteção à Religião, de setembro de 2011, todos devem evitar a promoção de ódio contra outras religiões. Pode parecer bom, mas isso reforça a política existente do governo de que o Islã é uma parte inseparável da identidade cultural maldívia. A legislação, que proíbe a prática de qualquer religião que não seja o islamismo, é novamente confirmada.
Comentaristas afirmam que o rumo que o islamismo está tomando no país vai ao encontro do segmento que possui convicções semelhantes às do Talibã.

O governo das Maldivas vê a si mesmo como protetor e defensor do Islã. Isso foi demonstrado recentemente com a prisão de um professor cristão estrangeiro, que foi detido e deportado após alegações de que ele possuía material cristão armazenado em seu computador.
Apesar de nenhum cristão ter sido morto em 2011, a pressão continua grande.

Devido ao rigor do governo e ao apoio que lhe dão os cidadãos maldívios, não podemos esperar que haja grandes mudanças nos próximos anos.

Fonte: Revista Portas Abertas. Volume 30 - N° 02 - Página 10
MISSÃO PORTAS ABERTAS.

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