SOMÁLIA - 4° lugar na Classificação de países por perseguição


Por Eliézer Sejač Rodrigues

Em geral, a perseguição na Somália piorou um pouco. O maior mecanismo de perseguição é o extremismo islâmico. Falar sobre restrições à Igreja não faz sentido na Somália, pois não tem uma Igreja tradicional lá.
Supostamente não há cristãos na Somália e, por isso, os ex-muçulmanos não se reúnem em grupos. Eles existem como indivíduos e só podem se encontrar com poucos cristãos para formar um pequeno grupo secreto. O maior grupo reconhecido na Somália é composto por CINCO pessoas.
É extremamente difícil viver como um cristão secreto na Somália, devido à atmosfera de terror. Para os pais, viver como cristãos secretos é ainda mais difícil: é muito perigoso criar os filhos como cristãos, pois eles podem ser descobertos e executados.

Muitas pessoas migram pelo país em busca de alimentos, ou em fuga por motivos étnicos, políticos e religiosos. Em tais situações, é terrível a vulnerabilidade dos cristãos (e de membros de outras minorias religiosas) a grupos armados, líderes religiosos ou indivíduos.

A Constituição do país, aprovada pelo presidente em 1979, defendia a liberdade religiosa. No entanto, após muitas guerras, a Somália tem um Governo Federal Transitório (TFG), que opera com base na sharia (lei islâmica). Quanto mais fortes são as políticas do TFG contra os cristãos, maior é o apoio dos extremistas muçulmanos. Por outro lado, a aplicação da lei está sendo moderada, pois o TFG precisa do apoio internacional para permanecer no poder.

Na verdade, o TFG não permite que existam cristãos na Somália e, caso alguém siga o cristianismo, seus direitos religiosos não são garantidos. Ainda assim, a impressão é que o TFG, o governo em si, não é diretamente contra os cristãos. No entanto, isso não nos alegra muito, pois a autoridade do TFG é respeitada apenas na capital, enquanto os grupos armados podem atuar em todo o país.

O Al-Shabaab foi enfraquecido por uma série de eventos, resumidos nas mortes de Osama bin Laden e Faziu Muhammad, na retirada do apoio da Eritreia, na apatia da Somália e na mudança do povo somali.
Entretanto, o Al-Shabaab ainda é uma ameaça, já que estão recrutando muçulmanos do Quênia, Uganda, Paquistão e outros países.

A Portas Abertas não espera grandes mudanças na perseguição religiosa na Somália. Normalmente, o caos gera mais caos. Os cristãos, como membros de minoria religiosa, ficam muito vulneráveis nessas circunstâncias.
No entanto, esperamos que as forças do governo continuem no controle e mantenham o Al-Shabaab longe, para que a perseguição diminua um pouco.

Fonte: Revista Portas Abertas. Volume 30 - N° 02 - Página 08
MISSÃO PORTAS ABERTAS.

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