ESAÚ & JACÓ (Faria Deus Acepção de Pessoas???)

O "malandro" Jacó ururpou bênçãos de seu nobre e ingênuo irmão Esaú

A Paz do Senhor!
À partir do capítulo 25 do livro de Gênesis (Gênesis 25:29-36:6), as Sagradas Escrituras contam a história do conturbado relacionamento fraterno de Esaú e Jacó, filhos de Isaque e Rebeca. Esaú e Jacó, gêmeos, passaram a juventude conturbada por ferrenha competição, tendo que Jacó fugir de casa no início de sua vida adulta, e só se reencontrar e se reconciliar com seu irmão décadas mais tarde para, então, novamente se separarem.
Jacó nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão gêmeo, Esaú, e por isso o seu nome: “Jacó”, que pode ser traduzido por “usurpador”. Pelo que entendo, lendo a passagem, costumava-se, naquela época, dizer dos enganadores e usurpadores: “pegou no calcanhar”. Então, o bebê Jacó já nasceu com uma marca de “malandro”, dado por sua parteira, logo ao nascer!
(Não vou me ater muito na relação do nome com a personalidade... Deixa a psicanálise lacaniana – ou a teologia da “cura da alma” - tratarem disso! Heheheh!)
A verdade é que os relatos bíblicos comprovam que Jacó assumiu a personalidade sugerida pelo nome: tornou-se malandro, enganador e usurpador – particularmente no que diz respeito à seu irmão. Numa “tramóia”, “comprou” deslealmente o direito de primogenitura de Esaú e, à beira da morte de Isaque, auxiliado por sua mãe Rebeca, enganou o próprio pai e usurpou as bênçãos que deveriam ser de seu irmão!
(Eita, “tipinho ordinário” esse Jacó! E sua mãe, Rebeca, também não era muito “flor que se cheire”, não!)
Antes que me acusem de ser blasfemo contra nossos patriarcas na fé, ou de que estou desrespeitando as Sagradas Escrituras, permitam-me um desagravo: estou tentando mostrar o “peso” da personalidade de Jacó, antes de um momento específico – seu encontro com Deus – que mudou toda sua vida, caráter e NOME!
Pouco – ou quase nada! - ouço falar sobre Esaú. Lendo o Livro de Gênesis, me parece que Esaú foi um “cara legal”: bom filho, que honrava e obedecia seu pai. Esaú me parece ter sido muito talentoso e habilidoso em diversas coisas, a ponto de ter prosperado graças a seu talento para administrar. Um tanto ingênuo – o que mostra que não tinha malícia em seu coração...! Foi por ingenuidade que caiu nas ciladas de seu perverso irmãozinho...! Mas superou essas intrigas de adolescência, tocou em frente e, digamos assim, “venceu na vida”! Quando se reconciliou com Jacó (Israel), décadas mais tarde – o que mostra que Esaú também não era rancoroso! - Edom (Esaú) já era pai de uma nação (os edomeus), considerado homem próspero e poderoso!
Apesar das evidentes qualidades de Esaú (Edom), e das falhas no caráter de Jacó, estranhamente Deus escolheu JACÓ – e não o nobre Esaú! - para continuar a linhagem do Rei dos reis, Jesus Cristo!
E era, justamente, sobre isso que eu estava refletindo, lembrando da passagem na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, que diz:

Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú. Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-Me-ei de quem Me compadecer, e terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.” (Romanos 9:13-16)

Na mesma carta, o Espírito Santo usou as letras de Paulo para revelar que Deus não faz acepção de pessoas (Romanos 2:11)... Isso me parecia contraditório! Afinal, aparentemente, Deus fez acepção contra Esaú, favorecendo à Jacó...! Eu estava pensando nisso, vários dias... E por fim, desisti de pensar. Havia até esquecido do assunto. Estava sentado, distraído, sem pensar em nada e, de repente, inesperadamente, veio um forte pensamento dentro de meu coração: “É CLARO que Deus não faz acepção de pessoas!!!”
A idéia que veio até mim foi tão contundente e convicta, que me deu uma sensação de estar enebriado... Começou uma enxurrada de pensamentos, e eu comecei a falar disso a todos que me rodearam! Liguei para alguns, comentei com outros... Ninguém entendeu muito, eu acho... Mas eu estava tendo algo parecido com uma “epifania”: uma forte, súbita e intensa revelação de um propósito oculto!
Deus NÃO FAZ acepção de pessoas!
Voltemos à história dos gêmeos. Esaú, de fato, parecia ter um bom caráter, além de ser muito responsável e habilidoso... Mas seu desespero ao perceber que perdeu a bênção de Isaque demonstra algo: Esaú confiava muito mais em seu pai, Isaque, do que em Deus! Era como se Isaque fosse o “deus” de Esaú! Esaú servia seu pai, confiando em suas próprias habilidades e no poder humano que seu pai, Isaque, demonstrava! Foi desolador para Esaú, que confiava tanto em seu “deus” humano, Isaque, ver seu idolatrado pai desfalecer!
Estou falando heresia? Então leia o primeiro capítulo de Malaquias! Deus fala-nos, através do livro de Malaquias (Malaquias 1:2-6), que Esaú honrou mais seu pai do que a Deus! Que Deus esperava que Esaú tivesse a Ele, o Todo-Poderoso, por Pai! Mas é nesse mesmo texto em que Deus nos fala que haverá um tempo em que reconheceremos a Paternidade de Deus, e viveremos o Seu amor, e tudo será restaurado! Aleluia!
Voltando a explicação: não foi Deus que “abandonou” Esaú à própria sorte... Foi Esaú que confiou em seu próprio braço, e não buscou a Deus! Simplesmente isso!
E quanto ao “malandro” Jacó?
Devido às suas “malandragens”, Jacó teve que sair fugido de casa! Abandonou a tudo! Perdeu tudo... E, por pouco, não morreu de fome e sede, em meio à fuga no deserto...
Jacó, assim como seu irmão, também era um idólatra! Esaú idolatrava seu pai, Isaque, mas Jacó idolatrava sua mãe, Rebeca, e fazia tudo o que ela dizia! Até aqui, nem Esaú, nem Jacó, buscavam o Deus de Isaque e de Abraão! Esaú e Jacó eram iguais em uma coisa: idolatravam homens, e confiavam em seus próprios talentos!
Contudo, ao perder tudo e correr risco de vida, Jacó repensou suas atitudes! Viu que a proteção de sua mãe, e toda sua “malandragem”, não era suficiente para garantir sua vida! Descobriu que não era nada! Descobriu-se como ser humano frágil... E estando prostrado em terra, derrotado pelas próprias más atitudes, lembrou-se DO DEUS DE SEU PAI, e clamou pelo Todo-Poderoso:

E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” (Gênesis 28:20-22)

Não mais seu pai, sua mãe, ou seu próprio talento... Mas Jacó confiaria no Senhor, e teria apenas Ele por Deus! E passou sua vida toda cumprindo este voto: onde quer que chegava, a primeira coisa que fazia era erguer um altar para Deus! Erguia um altar com aquilo que encontrava, como simples pedras. Jacó não esperava acumular coisas “chiques” para edificar um altar: sua primícia era, sempre, um altar para Deus, com aquilo que dispunha, mas em sinceridade de coração!
Seu primeiro altar foi uma coluna de pedras, onde derramou o pouco do azeite que possuía... Um homem peregrinando no deserto, com pouco mantimento... Mas o que tinha, e o que encontrou, ofertou ao Senhor, como prova de seu compromisso com Deus!
Jacó mudou! Não era mais aquele que confiava em sua “malandragem” e se escondia sob a proteção de sua mãe! Jacó, agora, confiava na direção de Deus, e se escondia em Sua proteção!
E Deus acolheu a Aliança que Jacó fez com Ele, e a honrou!
Esaú, talvez, sentisse que “não precisava” de Deus! Afinal, tinha tudo: habilidades, terras, bens, gado, servos... O que mais poderia faltar? Isso me faz lembrar a passagem em que Jesus recebe um candidato a discípulo, mas que não aceita o discipulado por não querer se desfazer de seus bens (Mateus 19:17-24).
Quem pensa que “tem”, e que “já encontrou”, não tem motivo nenhum para procurar e buscar – e, de fato, encontrar e ter!
Só encontramos a Deus se O buscamos! E só O buscamos quando sentimos Sua falta!
Esaú não sentiu falta de Deus... E por isso, não O buscou!
Será que precisamos perder tudo, para só então buscar a Deus?
Jacó, então já Israel, continuou a adorar a Deus, mesmo depois de o Senhor tê-lo prosperado abundantemente! Jacó-Israel aprendeu a lição: Deus é tudo, e sem Ele não somos nada! Com bênção ou sem bênção, em luta ou vitória, Jacó-Israel continuou erigindo altares ao Senhor, e clamando ao seu Deus constantemente!
Deus quer fazer uma aliança contigo!
Deus quer ser teu Pai, que te ama, te cuida e te conduz!
Mas como Ele poderá fazê-lo, se tu manténs a confiança em teu próprio braço, e tua fé em homens falhos?
Deus tem grandes e maravilhosos planos para nossa vida... E Ele não faz acepção de pessoas!
Assim como Ele abençoa a tantos, Ele quer te abençoar – e É Poderoso para fazer muito mais além do que desejas e pensas!
Mas Ele não vai “se impor” na tua vida! Deus te ama, e respeita tua liberdade de escolha! Ele espera que tu O busques!
Não precisas perder TUDO, como Jacó, para só então lembrares do Deus Altíssimo! Busque-O agora!
Deus nos diz:

Porque Eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor: pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então Me invocareis, e ireis, e orareis a Mim, e Eu vos ouvirei. E buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes com todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, (...)” (Jeremias 29:11-14a)

Deus é abençoador de todos que O buscam com fé e confiança, e se agrada das atitudes de fé de Seus filhos (Hebreus 11.6)!
Busque-O com fé e confiança!
Aliancia-te com o Deus de nossa Salvação, em Nome de Jesus!
E Deus, que de modo nenhum faz acepção de pessoas, há de honrar a aliança daqueles que O buscam em sinceridade e pureza de coração!
Que Deus nos guarde, ilumine, conduza e abençoe grandiosamente, em Nome de Jesus!
Forte abraço!
Ev. Danielson

4 Responses to "ESAÚ & JACÓ (Faria Deus Acepção de Pessoas???)"

  1. VocÊ leu a biblia direito?? vc é doido?
    Jacó q era o bom, esaú era o filho q gostava de fazer as coisas do seu jeito e naum de Deus
    jacó q era o q pensava no futuro, paciente, cuidava dos rebanhos, e honrava a Deus, Esaú achava q lhe era um farfo ser certo,
    Esaú um cara legal, So q naum

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    1. Fernanda, procure ler todo o maravilhoso enunciado aqui publicado pelo evangelista Danielson e, se mesmo assim você permanecer sem conseguir entender esta magnificaa matéria aqui pelo evangelista apresentada, sugestão minha: dobre seus joelhos humildemente na presença de Deus nosso Pai e Ele, com toda a certeza, te ouvirá, atenderá e esclarecerá. Saudações. Luiz Antonio. 30-04-2017.

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  2. Cara Fernanda:
    Que a Paz de Cristo esteja contigo!
    Muito obrigado por expressar tua opinião...! A participação dos leitores é de extrema importância para quem escreve!
    Em primeiro lugar, quero te pedir perdão se meu estilo de escrita tenha te ofendido ou escandalizado... Teu comentário me edificou e me inspira a ser mais cuidadoso com as palavras! Muito obrigado!
    Contudo...
    ...talvez tu tenhas te escandalizado ao ponto de não ter chegado ao fim do texto, ou de não ter verificado NA BÍBLIA as referências que uso pois, afinal, nossas opiniões CONVERGEM: eu também vejo Jacó como um "homem de Deus", e Esaú como mais carnal dos irmãos ao final dos textos. Leia novamente.
    Os personagens de FICÇÃO são "bons" ou "maus", "vilões" ou "heróis"... Isso não se dá com os personagens da vida real, como descritos na Bíblia. Claro que mesmo Jacó, que se tornou um de nossos patriarcas na fé, também tinha defeitos... Assim como Esaú, que era bastante carnal, também tinha suas virtudes. No início do texto, era estes pontos que eu estava abordando.
    A mensagem do texto se refere que, indiferente de nossos méritos ou deméritos, o Senhor nos acolhe de acordo com nossas escolhas em relação à Sua Vontade. Foi o que Jacó fez: errou algumas vezes, mas optou por se aliançar com Deus, e com isso se tornou o grande pai na fé que a Bíblia refere.
    Ou seja: no final das contas, concordo com tua opinião!
    Mais uma vez, obrigado por tua participação!
    Que Deus te ilumine, guarde e abençoe, grandiosamente, em Nome de Jesus!
    Abraço!
    Danielson

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  3. Com todo respeito com a opinião do comentarista, até porque entendi sua intenção de dar toda honra e gloria a Deus e busca-lo em todas circunstancia.
    Porem nesta questão da obediência aos pais e receber as benção do patriarca era costume desde o principio, e Deus se agradava desta reverencia e respeito.
    pois era também um simbologia para os tempos futuro pois Isaque foi tipologia de Cristo.
    na questão da rejeição de Saú e também na nação que se originou deste. foi a desvalorização as realidades espiritual pois ele vendeu seu direito de primogênito com tuas benção e privilegio por um prato de guisado.

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