ARÁBIA SAUDITA - 3° lugar na Classificação de países por perseguição


Por Eliézer Sejač Rodrigues

A liberdade religiosa não existe no coração do Islã, onde os cidadãos só podem seguir uma religião. Não há nenhuma proteção legal ou prática dos direitos de liberdade religiosa, pois o sistema judiciário é baseado na lei islâmica (sharia). A apostasia - conversão a outra religião - é punível de morte se o acusado não se arrepender. Apesar de o governo reconhecer o direito dos não muçulmanos de se reunirem em particular, a "Muttawa" (polícia religiosa) não respeita esses direitos. A prática pública de reuniões não muçulmanas é proibida na Arábia Saudita. Cristãos que se envolvem nesse tipo de atividade correm o risco de serem presos, chicoteados, deportados ou torturados. Cristãos que se converteram do islamismo correm um grande risco de serem assassinados em 'crimes de honra', se seus familiares ou comunidade descobrirem sua nova fé.

A maior parte dos cristãos na Arábia Saudita é de expatriados que vivem e trabalham temporariamente no país. A maioria é de origem filipina. Esses trabalhadores estrangeiros, além de serem explorados e mal pago, sofrem agressões físicas e verbais por causa de sua fé cristã. Trabalhadores locais recebem ameaças de estupro se não se converterem novamente ao Islã. Há muitos cristão que vivem em segredo; no entanto, esse número está aumentando e, por isso, os cristãos estão mais ousados em relação à sua fé.
Recebemos relatos de muitos cristãos que foram agredidos fisicamente por causa de sua fé em Cristo. O número total é muito maior do que os que nós temos, mas é difícil receber informações de países tão fechados como a Arábia Saudita.

Yohan Nese e Vashanta Sekhar Vara foram presos no dia 21 de janeiro de 2011 por comparecerem  em uma reunião de oração com seus companheiros indianos, e acusados de converterem muçulmanos ao cristianismo. No dia 30 de maio de 2011, Vashanta foi solto e, no dia 12 de julho de 2011, Yohan foi liberto. Ambos retornaram à Índia.
No dia 12 de fevereiro de 2011, um trabalhador estrangeiro foi preso em Jeddah após conversar sobre religião com alguns muçulmanos. No início, ele foi condenado à pena de morte, mas depois ficou decidido que ele seria deportado para seu país de origem.

Se a situação política não mudar, as coisas para os cristãos também não vão melhorar. Como o número de cristãos está aumentando,  e também sua coragem para pregar o evangelho, eles correm o risco de sofrer mais perseguição e opressão no futuro.

Fonte: Revista Portas Abertas. Volume 30 - N° 02 - Página 07
MISSÃO PORTAS ABERTAS.

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