AFEGANISTÃO - 2° lugar na Classificação de países por perseguição


Por Eliézer Sejač Rodrigues

O número total de pontos do Afeganistão aumentou levemente, de modo que, este ano, o país ultrapassou o Irã, passando da terceira para a segunda posição. O motivo dessa mudança é uma piora na situação da liberdade religiosa no país.

Dez anos após a retirada do Talibã pelas forças internacionais, a situação permanece desoladora, principalmente para grupos minoritários, incluindo a pequena comunidade cristã. Apesar de ter assinado acordos internacionais com o abjetivo de defender a liberdade religiosa, assim como está, o o governo não está apto nem a garantir os direitos básicos da população.
Ao contrário: ser reconhecido como cristão acarreta uma situação muito difícil.

Todos os cristãos afegãos são ex-muçulmanos. Se for divulgado que alguém se converteu ao cristianismo, ele ou ela enfrentará muita pressão por parte da sociedade e de seus familiares. Ao ser descoberto, os cristãos são discriminados pela comunidade, pelas autoridades e pelos líderes muçulmanos. Eles são pressionados a abandonar sua fé. Sob tais circunstâncias, a pequena minoria cristã não pode se reunir em público. Reuniões particulares nas casas são possíveis, mas sempre com muita cautela. Como consequência, não há nenhuma igreja oficial.

O governo afegão trata os convertidos de uma maneira muito hostil, fazendo tudo o que for possível para levá-los novamente a aceitar a fé islâmica. Isso foi comprovado através dos exemplos de dois ex-muçulmanos, que só foram soltos da prisão após influência internacional. Quando um cristão é descoberto, é muito difícil para ele permanecer em sua terra natal.

A hostilidade, no entanto, não é exclusiva das autoridades. Apesar de o Talibã estar mais fraco ter sido forçado a se esconder por um período, o grupo terrorista está recuperando suas forças. Em outubro, eles emitiram uma declaração em um dos seus websites jurando exterminar todos os cristãos do país - sejam eles estrangeiros ou não. Eles enfatizaram a atenção nas organizações de ajuda humanitária estrangeiras e nas ONGs, acusando-as de evangelizar afegãos. O Talibã fez uma lista com 200 grupos, afirmando que pretende destruí-los um por um. Os voluntários cristãos continuam sendo o principal alvo dos insurgentes. Em agosto de 2011, dois alemães foram sequestrados na província de Parwan, norte de Cabul. Ambos foram mortos e seus corpos, encontrados em setembro. Há relatos de mais sequestros e outros incidentes, que demonstram a delicada situação de todos os cristãos afegãos.

As forças internacionais continuarão em retirada nos próximos anos. Isso pode significar uma maior influência do Talibã no país, o que impactará negativamente os direitos das minorias, incluindo os cristãos. A pressão sobre os cristãos de Pashtu é mais alarmante que em outras regiões do país.

Fonte: Revista Portas Abertas. Volume 30 - N° 02 - Página 06
MISSÃO PORTAS ABERTAS.

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