Herdeiro (a)

No final da 2ª grande guerra mundial, uma jovem professora recebeu uma escola com 40 crianças. Crianças cheias de vida, brincavam, corriam.
A professora tentava sempre manter a paz e a disciplina entre as crianças.
Um dia, percebeu-se que havia uma criança que era diferente das demais.
Pois, quando as outras lutavam entre si, esta nunca participava. Este comportamento a impressionava. Quando as aulas terminavam era muito prestável; perguntava sempre:
- Posso ajudar em alguma coisa? Despejar o lixo, limpar o quadro?

A professora, impressionada por esta amabilidade contínua, disse-lhe: - Depois dos outros saírem, fica um pouco na sala porque quero falar contigo.
O rapaz, preocupado, perguntou: -Senhora professora, eu fiz alguma coisa mal feita?
A professora disse: - Sabes, tu és uma criança tão bem comportada, tão diferente dos outros! Gostaria de conhecer os teus pais. Levas-me a tua casa? 
O menino olhou para o chão, com um olhar muito triste.
A professora pensou: "Se calhar vive numa casa muito pobre e está com vergonha de me levar lá!"
Ela disse: - Olha, se não queres que eu vá a tua casa, podes convidar os teus pais para virem até aqui, porque eu quero conhecê-los.
O rapaz ainda ficou mais triste. De repente as lágrimas começaram a rolar lhe pela face. Depois de breves momentos disse com voz embargada:
- Senhora professora, lamento muito, mas não poderá conhecer os meus pais, porque não os tenho - ambos morreram! Durante a guerra, eu morava num palácio num pequeno país da Europa. O meu pai era um príncipe! Mas quando a guerra chegou, um dia, os soldados entraram no castelo prendendo os meus pais. Tiveram que marchar pela rua com os soldados atrás deles. Eu corri atrás deles para ver o que lhes iria acontecer.Depois de andar um pouco, o meu pai parou e perguntou ao comandante dos soldados: - Posso ter 5 minutos com o meu filho? O comandante respondeu:
- Está bem, só 5 minutos, nada mais!
O rapaz continuou:- A minha mãe veio ao meu encontro; abraçou-me, chorando. Depois, veio o meu pai. Fez uma continência, à qual retribuí, tal como ele me tinha ensinado. Depois, curvou-se e disse-me: - Olha, só tenho uns escassos minutos para falar contigo. Estes soldados vão matar-nos. Eles te deixarão escapar porque és ainda uma criança. Vou falar pouco contigo, mas há uma coisa que não quero que esqueças. Deves fugir daqui e depressa para um lugar seguro para que possas sobreviver. Peço-te um único favor: Nunca te esqueças que o teu pai foi um príncipe e a tuamãe uma princesa. Tu és filho de um príncipe… nunca te esqueças disto! De seguida, o rapaz diz à professora: - Professora, após as palavras do meu pai, o comandante falou, dizendo:-“Acabou o tempo!”
Um pequeno silêncio se fez sentir na sala. 
Depois continuou:- Os meus pais foram andando à frente daquele pelotão de fuzilamento e eu os segui. Depois, foram encostados à parede. Ouvi o comandante ordenar aos soldados para apontarem as armas. Ouvi a ordem para disparar. Vi os meus pais caírem mortos. Virei-me e corri pela rua e, quando andava à deriva, uma família me encontrou e, desde então, têm cuidado de mim. -Professora, agora já sabe porque eu sou diferente dos outros meninos!
Porque eu sou filho de um príncipe! Um filho de príncipe tem que ser que ser diferente! 

De igual modo, nós que somos filhos do Rei dos reis, temos que ser diferentes! Devemos ter postura de herdeiros (a) em toda e qualquer circunstância.

Deus abençõe vocês, príncipes e princesas do Senhor!
No amor do Pai, Thayse
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* Texto publicado no blog Herdeiras do Céu. Visite! *

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