O que vc deixaria aos pés da cruz? Os caçadores de Deus - fim



"Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas." PROVÉRBIOS 3.5,6 


"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." 1 PEDRO 5.7


Ninguém pode perceber com exatidão o poder da fé, a menos que a vivencie em seu próprio coração. Você mesmo, em sua própria consciência, precisa sentir o próprio Cristo. Você precisa ter convicção de que é a Palavra de Deus, mesmo que todo o mundo discorde. E, enquanto você não possuir este sentimento, certamente não terá ainda provado a Palavra de Deus.

O monte está em silêncio. Não parado, mas em silêncio. Pela primeira vez durante todo o dia não há barulho. O clamor começou a acalmar quando a escuridão — aquela atordoante escuridão do meio-dia — dissipou-se. Como a água mergulha no fogo, as sombras mergulharam no ridículo. Cessaram os insultos. Cessaram as piadas. Acabaram os gracejos. E, nesta hora, não havia mais escarnecedores. Um a um, os espectadores viraram-se e começaram a descer. Isto é, todos menos você e eu. Nós permanecemos no local. Viemos para aprender. Então ficamos na semi-escuridão e prestamos atenção. Ouvimos os soldados amaldiçoando, pessoas questionando e as mulheres chorando. Porém, acima de tudo, ouvimos o gemido dos três homens que morreram. Gemidos roucos e sedentos. Eles gemiam a cada mínimo movimento da cabeça e do corpo. No entanto, na medida em que os minutos se tornaram horas, estes gemidos diminuíram. Os três pareciam mortos. Não fosse pelo fio de respiração que ainda restava, poderíamos pensar que estivessem mortos. Então veio o grito. Como se alguém tivesse puxado seus cabelos, sua nuca jogou o pescoço contra a inscrição com seu nome, e Ele gritou. Como a espada rasga a cortina, seu grito rasgou a escuridão. Em pé como os cravos permitiam, Ele gritou como quem grita por um amigo perdido: "Eloim!" Sua voz estava rouca, ferida. "Deus Meu!"
Ignorando o vulcão das dores que surgiam, Ele endireitou os ombros até que ficassem acima de suas mãos pregadas. "Por que me desamparaste?"
Os soldados ficaram atônitos. O pranto das mulheres cessou. Um dos fariseus disse de forma sarcástica: "Ele está chamando por Elias". Ele proferiu uma pergunta em direção ao céu, e talvez esperamos que o céu tenha mandado uma resposta. Aparentemente, isto aconteceu. Porque o semblante de Jesus mudou e a luz da tarde cessou quando Ele pronunciou suas últimas palavras: "Está consumado. Pai, em suas mãos entrego o meu espírito".
Ao dar seu último suspiro, a terra moveu-se repentinamente. Uma rocha rolou, um soldado tropeçou. Então, subitamente, retomou o silêncio, assim como fora quebrado. E agora tudo está quieto. Não há mais escárnio. Cessaram os gracejos. Os soldados estão ocupados com o trabalho de retirar os mortos; então chegaram dois homens: bem vestidos e com boa aparência, a eles é dado o corpo de Jesus. E somos deixados com as relíquias de sua morte.
Três cravos em uma caixa.
Sombras de três cruzes.
Uma coroa de espinhos com gotas de sangue...
Bizarro, não? E pensar que este sangue não é de um homem comum, mas o sangue de Deus? Que loucura, não é? Pensar que estes cravos prenderam seus pecados em uma cruz? Concorda que é um absurdo?
Nós teríamos agido de outra forma. Pergunte-nos como Deus deveria redimir seu mundo e mostraremos: Cavalos brancos, espadas flamejantes, e talvez Deus em seu trono. Mas Deus em uma cruz? Deus na cruz, com os lábios rachados, olhos entreabertos e rosto ensangüentado? Cuspiram em seu rosto! Furaram o seu lado! Lançaram sorte aos seus pés! Não! Nunca teríamos escrito o drama da redenção desta forma. Mas, novamente, não fomos consultados. Estes personagens e acontecimentos foram uma escolha celestial e ordenada por Deus. Não coube a nós designar o momento. Mas fomos chamados para responder a isto. Para que a cruz de Cristo fosse a cruz da sua vida, você e eu precisamos trazer algo até o Calvário.
Vimos o que Jesus trouxe. Com cicatrizes em suas mãos, Ele ofereceu perdão. Através da carne traspassada Ele prometeu aceitação. Ele abriu o caminho para levar-nos ao lar. Ele vestiu nossas vestes para dar-nos as suas. Temos visto os presentes trazidos por Ele. Então a pergunta: o que trouxemos? Não nos é solicitado que carreguemos os cravos ou façamos os inscritos. Não nos é requerido que recebamos o cuspe ou coloquemos a coroa de espinhos sobre a nossa cabeça. Mas é nosso dever trilhar o caminho e deixar algo aos pés da cruz. Certamente que não somos obrigados. Muitos não o fazem. Muitos têm feito o mesmo que nós: mentes melhores do que a nossa têm lido sobre a cruz; mentes mais sábias têm escrito sobre ela. Muitos têm ponderado sobre o que Cristo deixou, e poucos têm pensado no que nós precisamos deixar.
Posso adverti-lo a deixar alguma coisa aos pés da cruz? Pode- se observar a cruz e analisá-la. Pode-se ler sobre ela. Mas, até que algo seja deixado aos pés da cruz, você ainda não a abraçou. Já vimos o que Cristo deixou. Você também não vai deixar algo?
Por que não começar com seus maus momentos? Aqueles maus hábitos? Deixe-os aos pés da cruz. Seus modos egoístas e mentirinhas? Entregue-os a Deus. Suas farras e fanatismos? Deus os quer. Cada deslize, cada falha. Ele quer cada um. Por quê? Porque Ele sabe que não podemos viver com eles...
A pessoa não consegue viver sem cair, e é impossível cair e ficar ileso. É como se não desejássemos que as pessoas soubessem que caímos, e então fingimos que nada aconteceu. Conseqüentemente, vivemos em dor. Não conseguimos andar direito, dormir direito, descansar. E, ah, como ficamos suscetíveis.
É desejo de Deus que vivamos desta forma? Não! Leia a sua promessa: "E este será o meu concerto com eles, quando eu tirar os seus pecados" (Rm 11.27).
Deus faz mais do que perdoar nossos pecados. Ele os remove!Precisamos apenas levá-los até Ele.
Ele não apenas quer os erros que já cometemos, mas também os que temos cometido! Você está cometendo algum erro? É este o seu caso? Tem bebido muito? Está sendo desonesto no trabalho ou traindo seu cônjuge? Tem administrado mal o seu dinheiro ou a sua vida? Em caso afirmativo, não finja que está tudo bem. Não finja que não caiu...Vá primeiro até Deus. O primeiro passo após a queda precisa ser em direção à cruz. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 Jo 1.9).
O que você pode deixar aos pés da cruz? Comece com seus maus momentos. E, enquanto estiver lá, entregue a Deus os seus momentos enlouquecedores. Você já aprendeu que os amigos nem sempre são amigáveis? Vizinhos nem sempre são amáveis? Alguns funcionários nunca trabalham, e alguns chefes nem sempre são mandões? Tenho certeza de que já aprendeu que uma promessa nem sempre é cumprida. Não é porque alguém tem o título de pai que agirá como tal. Mesmo embora os noivos tenham dito "sim", no altar, eles podem dizer "não" durante o casamento. Você já aprendeu que sempre tentamos revidar, guardamos listas e resmungamos sobre as pessoas de que não gostamos? Deus quer a sua lista. Ele inspirou seu servo a escrever sobre a caridade: "não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal" (1 Co 13.5). Ele quer que abandonemos a lista aos pés da cruz. Não é fácil. "Mas e o que eles fizeram contra mim?", argumentamos e mostramos nossas mágoas. "Apenas olhe para o que Eu fiz por você", lembra-nos Ele apontando para a cruz.
Sinta o espinho na palma de sua mão. E, ao fazer isto, toque nas vestes, molhadas com o sangue de Jesus. Sangue que Ele derramou por você. A lança que o feriu por você. Os cravos que Ele sentiu por você. O sinal que Ele deixou para você. Ele fez tudo isto por você. Sabendo disso, conhecendo tudo o que fez por você, não acha que Ele cuidaria de sua vida aqui?
Ou, como escreveu Paulo: "Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?" (Rm 8.32).
Faça um favor a você mesmo. Deixe seus momentos de ansiedade aos pés da cruz. Abandone-os lá, junto com seus maus momentos, seus momentos enlouquecedores e momentos de ansiedade. E, posso sugerir mais uma coisa? Seu momento final. A menos que Cristo venha antes, você e eu teremos o nosso momento final. O suspiro final. O último abrir de olhos e a última batida do coração. Em uma fração de segundo você deixará o conhecido e entrará no desconhecido. É isto que nos incomoda. A morte é o grande desconhecido...
Preocupado com seus momentos finais? Deixe-os aos pés da cruz. Deixe-os lá, junto com seus maus momentos. Alguém pode estar pensando: "Sabe, Max, se eu deixar todos estes momentos aos pés da cruz, só me restarão bons momentos". Bem, e o que você tem a perder? Concordo, só lhe restarão bons momentos.


 Trecho extraído do livro: Ele escolheu os cravos - Max Lucado

Desejo a todos uma ótima semana *-*
Criticas, duvidas e sugestões:
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