Reminiscências

Por Vanessa Utzig
Certa vez, há muito tempo, sentado na soleira da porta da casa do avô,  Melquideseque registrou um pensamento que por vezes lhe acometia: “em algum lar oração, o meu se ressente pela falta...”. Era páscoa, a família em casa, tomando chimarrão e comendo doces. Na casa do avô de Melquideseque sempre se comia muito e muito se tomava chimarrão; sempre muita visita, muita gente. Não se trata de um tempo assim tão distante, foi há pouco pensa Melqui, e mesmo nele ainda acontece. O amor de seu avô era um forte alento. Havia uma pequena sombra de amargura em seu olhar (será que todos viam?), uma pontinha que, no entanto externava sabedoria. Ah, quisera buscar mais a sabedoria de Deus, mas a mesma tristeza que botou os discípulos de Cristo pra dormir (Mat 26:36-43) parece ter desanimado mais almas, roubando-lhes a vontade de orar. Até quando? Até quando vos suportarei? Pergunta O Senhor, diante da nossa carnal incredulidade e comodismo (Mateus 17:17). Graças a Deus por Sua infinita misericórdia que se renova a cada manhã (Lam. 3: 22-23).
Hoje há oração no lar de Melquideseque, que aprendeu que cada um de nós é templo do Espírito Santo, casa de oração. E para que nosso lar seja de oração, deve ter início em alguém. Pague-se o preço. Deus nos chama e ao chamar Melquideseque, ele respondeu: “eis-me aqui!”. A sociedade é constituída por famílias, sendo que a família é preciosa para Deus. A pontinha de amargura que melquideseque vislumbrava nos olhos de seu avô devia-se ao rumo do mundo. Respeito, ética, honra e tudo o que de agradável e louvável que enaltece a Deus, vêm sendo desprezado como supérfluo, bem descartável e sem valor, como que obsoletos. Tamanha desgraça pesou-lhe o espírito que era sim voluntário mas sucumbiu ao desgosto. O avô de Melquideseque sofria de generosidade congênita – diziam. O que não podia era parar de orar, a maior ferramente de guerra que Deus nos concedeu. Difícil manuseio quando a carne prevalece, mas prova que é preciso ser guerreiro pra vencer. Quem pensa que ser cristão é fácil, que é coisa pra “carola”, beatas” e comadres”, está por fora. Pobre de nós se dominados pela preguiça, pelo comodismo, pela incredulidade, pela arrogância de quem diz simplesmente: “ta tudo bem” e deixa de orar, segue o rumo do mundo, na vida distante do conhecimento mais profundo de Deus e a maravilhosa vida com ele – com ou sem dinheiro e fama e o que mais se busca neste mundo.

1 Response to "Reminiscências"

  1. Belo conto ! muito bem escrito!
    http://www.medicinepractises.blogspot.com/

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