Para que sejamos entendidos!

O ratinho estava na toca, e do lado de fora o gato:
-MIAU, MIAU, MIAU...
O tempo passava e ele ouvia:
-MIAU, MIAU, MIAU...
Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
-AU! AU! AU!
Então ele deduziu: 'Se tem cachorro lá fora, o gato foi embora'. Saiu disparado em busca de comida. Nem bem saiu da toca o gato CRAU!...
Inconformado, já na boca do gato perguntou:
- Pô gato!!! Que palhaçada é essa, você latindo???
E o gato respondeu:
- Meu filho, hoje nesse mundo 'globalizado' quem não falar pelo menos dois idiomas MORRE DE FOME !!!

E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. (Atos 2:6)

Peace of the Lord, church! That our Father’s blessing be over you and, that the wisdom that comes from high can be in your hearts.

Entenderam o que eu disse? Bom, acredito que boa parte entendeu afinal, estamos nesse mundo “globalizado”, mas boa parte não correto? (não vale tradutor google hein). Antes de mais nada, vamos traduzir:

“Paz do Senhor, Igreja ! Que as bênçãos do nosso Pai estejam sobre vocês e a sabedoria que vem do alto esteja em seus corações.”

Ilustrei o texto com essa brincadeira do gato e do rato pra ficar bem fácil de entender. É simples, o gato precisou “mudar sua linguagem” pra sobreviver, pra não morrer de fome. Da mesma forma quando eu saudei a vocês em outra língua, alguns não conseguiram entender nada. Por quê? Por que não falei a língua de vocês, a nossa língua. Creio que está claro sobre o que eu quero falar: a língua, na verdade a linguagem.

Faço parte de ministérios envolvidos com arte na Igreja (teatro e eventos) e tenho visto quão importante é que aprendamos a chegar ate o coração das pessoas sedentas por Deus. Claro quando falo nós, quero dizer nós sendo usados pelo Senhor.

Em pentecostes (la no livro de Atos), vemos que o primeiro sinal aos incrédulos foi o “falar em outras línguas”. Os presentes ali se impressionaram por que cada um ouvia os discípulos de Jesus falando de Deus em suas próprias línguas, isto é, de maneira que todos eles podiam entender. O que podemos aprender com isso é sobre o que quero falar.

Vamos diretamente à parte “prática”. Vou falar de algo que conheço claro. Fazemos festas gospel aqui na minha cidade e em toda região, qual o tipo de música devo tocar? Hino da Harpa? Não tenho nada contra, gosto de ouvir por vezes, mas, se tenho um amigo ou um grupo de amigos que gosta de balada e de música eletrônica, como vou chama - los a estar em um evento que toque hinos da harpa? Não seria mais fácil usando a língua deles? Música eletrônica gospel? Da mesma forma como a Igreja em células vem conquistando mais e mais vidas pro Senhor Jesus pelo motivo de que as pessoas tem uma certa rejeição com a “instituição igreja” mas talvez não tenham nenhuma em estar numa reunião na minha casa correto? Quero falar também do teatro, como vamos chegar àqueles jovens la fora acostumados a assistir grandes peças teatrais com grandes e dedicados atores se ainda insistimos em fazer “teatrinho de Igreja” representando o de sempre, o comum. Os atores seculares passam pelo menos 20 horas por semana ensaiando, como vamos fazer algo realmente excelente a ponto de falar a língua de quem esta la fora ensaiando 1 hora por semana?

Vejam bem, não quero aqui dizer que precisamos nos espelhar neles, jamais, muito pelo contrário, nós sabemos que todas as coisas foram criadas por Deus e pra Deus (Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas) e sabemos também que o diabo e seus parceiros não tem capacidade de criar nada, apenas distorcer o que já esta criado. Não existe ritmo do diabo, não existe nada “do diabo” precisamos aprender a parar com esse paradigma de que “isso foi criado pelo diabo” “o rock é do diabo” “a TV é do diabo”. Não, é tudo pra Deus, e precisamos aprender a usar pra Deus já que temos sido demasiadamente falhos nisso, e agora corremos atrás do tempo perdido.

Também não quero menosprezar o evangelho, claro que a palavra de Deus basta para que uma pessoa se converta a Jesus, mas falo de como o evangelho vai chegar até as pessoas. Hoje existem Igrejas (denominações) com 5, 10, 15 anos e não crescem, não frutificam, porque? Onde esta o erro? Simples, tem a chave, tem a resposta, mas essa resposta não chega onde tem que chegar, nas pessoas, nas vidas.

Muita gente tem trabalhado entre quatro paredes, pregado pra crente, evangelizado cristãos, pregado a salvação a quem já esta salvo e ainda por cima usam o argumento de que não vão ceder a “modinhas”. Meu irmão, se você ainda pensa assim, esta na hora de pensar o seguinte: A moda agora é ganhar vidas pra Jesus, a moda agora é o “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. É fácil demais sentarmos com outros irmãos cristãos, ah como é bom a comunhão, como gosto disso, falamos a mesma língua, o mesmo “evangeliquês” mas como diz uma música do João Alexandre: “Enquanto se canta e se dança de olhos fechados, tem gente morrendo de fome por todos os lados...” a fome não só física mas espiritual, e nós, não preocupados em falar a língua deles.

Não gosto de pagode, mas fico feliz, muito feliz, quando vejo ministérios de pagode gospel ganhando vidas pra Jesus, é assim, a graça de Deus é multiforme, precisamos falar a língua deles, como sinais aos incrédulos. Precisamos fazer o evangelho chegar aos “quatro cantos da Terra”, e é assim que vai chegar, com música, com teatro, com dança, com testemunho, com rádio, com TV, com site, com blog, com twitter, seja como for. Tenho ministrado em muita balada gospel e visto muita gente entregar sua vida a Jesus. É maravilhoso, Deus tem movido tem dado sabedoria, tem dado estratégias, só não vê quem não quer, precisamos abrir nossos olhos, nossos ouvidos, nosso coração.

Amados, nós como Igreja, temos a obrigação (ai de nós se não pregarmos o evangelho) de pregar, com nossas palavras, testemunhos, atitudes, ministérios, mas falando a língua deles, também não falo em usar palavreado torpe, não falo de nos moldarmos a esse mundo, mas de nos tornarmos influenciadores nesse mundo (sal e luz) usando toda a criatividade e autoridade que Deus nos der. Se for preciso se vestir de palhaço e ir pro meio do calçadão vamos, se for necessário TV, rádio, vamos usar, se for necessário entrar nos becos e favelas com música que eles gostam, com estilo que eles entendem vamos fazer.

A essência do evangelho não se perde quando mudamos a forma de pregar, ela se perde quando deixamos de pregar.

Nele, pelo qual todas as coisas foram criadas, e devem ser usadas para Sua glória.




Por: Vinicius Aguiar



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