Família restaurada



Por Jálisson Soares


Olá, caros irmãos!

Primeiramente, queria parabenizar o Blog pelo seu 1 ano de existência e toda a equipe que tem trabalhado intensamente para o aperfeiçoamento desse meio tão importante na dispersão da Palavra de Deus. Agradeço também, mais uma vez, pela oportunidade que tive de poder estar participando (gerundismo? o.O) dessa verdadeira família onde há irmãos notoriamente compromissados e com um único propósito: a semeadura da boa semente.

Continuando com a sequência de testemunhos escolhida para comemoração do aniversáio do nosso Blog, hoje falarei sobre meu encontro com o Verdadeiro Deus, nosso Senhor.

Minha família é constituída por cinco pessoas: meu pai, minha mãe, meus dois irmãos e eu. Aparentemente, poderíamos ser considerados uma família bem estruturada, sem muitos problemas, nem dificuldades. Recebíamos muitos elogios por parte de vizinhos e parentes mais distantes pois conseguíamos passar a impressão da boa família, unida e amorosa. Mas nós sabíamos que a realidade não era bem assim.

No relacionamento cotidiano, pouco nos falávamos ou tínhamos momentos juntos. Nunca saíamos. Nem para um simples jantar. Meus irmãos brigavam muito entre si, de tal modo que, chegavam até mesmo a sérias agressões físicas. Havia épocas em que eles passavam mais de um ano sem trocar uma palavra. Eu, como era o mais novo, era induzido por cada um, a fazer algo que prejudicasse o outro. Cheguei até mesmo a avançar com uma faca a um deles a pedido do outro.

Eu deveria ter uns 7 anos de idade quando a situação se agravou. Foi em um dia que meu irmão mais velho, que ainda fazia o Ensino Médio na época, chegou "do colégio" tarde e totalmente embreagado. Meu pai, militar, estava de plantão e em casa só estávamos minha mãe, meu irmão do meio e eu. Logo pôde-se sentir o cheiro do álcool que impestou a casa. Minha mãe e eu estávamos no quarto dela, quando meu irmão do meio entrou e disse que havia escutado meu irmão, embreagado, dizer que iria pegar uma faca e matá-lo naquele mesmo dia. Minha mãe trancou a porta do quarto em que estávamos e não demorou para que ouvíssemos as batidas do lado de fora. Sabíamos que ele estava com uma faca e que não estava consciente. Poderia realmente matar meu irmão.

Passamos horas naquela situação. Tínhamos que ouvir absurdos ditos pelo meu irmão que, sabíamos, estava fora de si. Realmente não era ele quem dizia aquelas coisas. Tratava-se a si mesmo na terceira pessoa e com uma voz que, ora era muito grossa, ora fina. Ouvíamos frases como: "Deve estar orando pra Deus proteger o filhinho dela." e, outras vezes, "Ele é meu!". Frases que ficaram na minha cabeça, ditas por vozes irreconhecíveis. Na época nem imaginávamos que tratava-se de uma ação demoníaca.

Só conseguimos sair do quarto quando percebemos que ele estava tomando banho e corremos para a casa da nossa vizinha de frente. Ligamos para meu pai que veio apressadamente para casa. Meu irmão já não estava mais lá. Lembro-me como se fosse ontem de tê-lo visto saindo, as roupas que usava, o jeito apressado com que caminhava...
À noite, no mesmo dia, quando meu irmão voltou para casa, meu pai o imobilizou e atou suas mãos e pés. Trancados no quarto, pude ouvir que eles conversavam. Talvez uma bela bronca. Pensamos em chamar a polícia, mas preferimos chamar uma amiga do meu irmão que era evangélica da qual ele gostava muito. Ela chegou e conversou com ele. não lembro-me o quê. Só lembro-me da imagem de meu irmão amarrado. Ele chorava.

Passado esse transtorno, desenvolvi uma aversão ao meu irmão incontrolável. Tinha medo dele. Muito medo. Não conseguia ficar em um mesmo cômodo com ele. Ficar só com ele em casa, impossível. Até que, alguns meses depois, ele foi para Brasília-DF e lá passou alguns anos. Ele foi morar na casa de um tio que era pastor. Foi ali que meu irmão encontrou uma saída para seus problemas. Converteu-se e se arrependeu de tudo. Por telefone, podíamos perceber que uma mudança acontecera.

Quando ele voltou, percebi que já não tinha mais aquele pavor que sentia por ele. Voltamos a desenvolver uma relação fraternal. Aos poucos, até meu outro irmão voltou a falar com ele, pois, a mudança era tão real que não havia nem vestígios do que ele fora no passado.

Passamos a nos simpatizar com o meio evangélico, mas nunca havíamos tomado uma decisão concreta. Falávamos de Jesus mas não O vivíamos.

Em março de 2006, abriu-se uma igreja evangélica perto de nossa casa. Meu pai, minha mãe e eu fomos na inauguração. Não comentávamos nada sobre o confessar Jesus, mas sabíamos que era isso que deveríamos fazer. No momento do apelo, meus pais foram com certeza do que estavam fazendo e foram à frente. Eu hesitei. Vieram à minha mente o "sou jovem demais", o "o que vão pensar de mim?" e todos esses pensamentos que, por mais que pareçam bobos, são letais para o espírito.

Fui. Estava lá na frente. Dizia o meu nome. Orei. Fui abraçado.

E a partir daí, aquilo que eu pensava que iria ser muito difícil como mudar minhas atitudes e comportamentos ou como explicar para os outros, tudo isso ocorreu da forma mais natural possível. Além disso, encontrei uma família que não vive em casa, nem no templo, mas vive em meu coração. E, acima de tudo, encontrei um Pai perfeito que tem planos perfeitos para mim e para minha família.

Hoje não somos nem sombra do que éramos antigamente. Agora posso dizer que nossa família não aparenta ser uma boa família mas É uma ÓTIMA família. Pois quem faz parte dela é nada menos que o Senhor dos senhores e Rei dos reis: JESUS!


Há outras coisas que Deus fez na nossa vida. Mas procurei ser objetivo senão iria dar preguiça de ler, né não? kkkk

E pra não perder o costume, deixo uma canção que reflete nossa história a qual Deus usou para também nos abençoar.







Que Deus possa abençoar vocês, queridos!
Até mais!

3 Responses to "Família restaurada"

  1. Nossa muitas famílias hoje em dia vivem como a sua e a minha viviam, famílias de aparência, muitas vezes os de fora acham que são famílias perfeitas num é verdade? Mas Glória a Deus, pois Ele muda a sua família tão tremendamente...

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  2. Se tem uma coisa que o diabo não gosta e quer destruir de tudo quanto é jeito, é a família! Mas graças a Deus, o Senhor restaurou teu lar! Lindo seu testemunho... Deus te abençoe

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  3. muito legal seu testemunho, Deus te abençoe.

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