Torre de Babel




Paz do Senhor, meus muito amados!

Primeiro, agradeço a Deus e a todos que intercederam em favor desse meu sonho que se realizou na noite de ontem: fui consagrado como Evangelista! Aleluia! Que se cumpra em mim o que foi predito pelo profeta Isaías (Isaías 61.1-5), e que o Espírito Santo me capacite a anunciar o Evangelho, para glória de Deus!

Obrigado, Papai! Me capacite a ser fiel e corresponder adequadamente ao chamado que Tu me deste, em Nome de Jesus! Sem Ti, Senhor, não sou nada... Mas com a unção do Teu Santo Espírito, quero ser ministro da Tua Santa Palavra, em Nome de Jesus! Amém!

E por falar nisso, vamos cumprir com meu chamado e falar um pouquinho sobre a Palavra de Deus? Uma das coisas que me chamam a atenção - e que seguidamente tenho trazido como assunto - é a diferença entre "espiritualidade" e "religiosidade". Gostaria de compartilhar contigo algumas coisas que tenho refletido sobre isso...

Em Gênesis 11.3-8 encontramos a conhecida história da "Torre de Babel". Nesta história, homens se uniram para construir uma torre que alcançasse o céu, a fim de enaltecerem seus nomes e não serem espalhados sobre a terra. Valeram-se, para isso, de recursos materiais, conhecimentos técnicos e força física para o intento... Mas isso desagradou a Deus, de maneira que Ele não permitiu que a construção continuasse, ao contrário, derribando-a e espalhando seus construtores pelo mundo confusos.

É possível perceber, neste texto, 3 motivações muito claras para a construção daquela torre:

1)Enaltecer o próprio nome: Há pessoas que são dominadas pela necessidade psicológica de reconhecimento a tal ponto que perdem de vista tudo o mais, a ponto de fazer tudo para serem reconhecidos. Precisam ser lembrados, estar sob holofotes, receber elogios... Quando não o são, sentem-se muito mal. Deus não se agrada desse tipo de atitude, que demonstra um pecado de "egolatria" (idolatria por si mesmo): vaidade, soberba, orgulho... Muitas vezes, faz-se coisas grandiosas e até importantes, mas a motivação toda parte da "egolatria". Nestes casos, inevitavelmente, Deus não vai se agradar das obras, que não prosperarão e não alcançarão bênção e graça diante de Deus, como foi com a torre de Babel. Deus prometeu que exaltaria nosso nome (Ex: Dt 28.1-14), mas é Ele que faz isso, e o faz com os humildes de coração!

2)Não ser espalhado: Outras pessoas são dominadas pelo sentimento de carência afetiva, e fazem qualquer coisa para manter-se unido, querido, sentir-se amado e acolhido pelo grupo. Não suportam a solitude, pois sentem solidão. Acabam permanecendo "escravos" do grupo em fazem parte, dependendo em tudo do grupo, imitando e se sentindo ferido se houver, aparentemente, algum tipo de exclusão. Deus não se agrada desse tipo de imaturidade emocional, que também é uma idolatria pelo grupo. Deus quer, sim, a comunhão entre todos, e na união em amor d'Ele é que Ele derrama Suas bênçãos (Ex Salmo 133). Mas uma coisa é "comunhão", outra coisa é dependência sócio-afetiva. Quando os esforços se voltam para sentir-se acolhido pelo grupo, está-se construindo uma "torre de Babel" do ponto de vista sócio-afetivo, e assim como foi com a torre de Babel, os esforços serão frustrantes e infrutíferos.

3)Alcançar o céu: de todas as motivações, esta seria a mais nobre! Que coisa linda: querer alcançar os céus! Mas mais uma vez, Deus nos ensina que nem tudo é o que aparenta! A Palavra de Deus diz que só Jesus Cristo é o Caminho para se chegar ao Pai do Céu... O povo que construía a torre, por melhor que fosse a intenção de alcançar o céu, estava tentando de maneira errada: queriam alcançar o céu com seu próprio conhecimento técnico, com seus próprios recursos materias, com sua própria força física...! Não há como alcançar a Deus, a não ser através de Jesus Cristo, guiado por Seu Santo Espírito! Nossos esforços são inúteis, e dependemos do Espírito Santo ! (Ex: Zc 4.6)

O povo que construía a torre de Babel tentou fazer algo com os dons e talentos que possuíam... Aí que está: não tem como oferecer isso a Deus, porque foi Ele quem nos dá dons, talentos e capacidades! Ele nos dá para usarmos na Sua Obra, para edificar vidas... Mas Ele não se impressiona com isso! Está escrito que Deus está próximo de corações contritos, e isso não tem a ver com dons e talentos: tem a ver com carater transformado e guiado pelo Espírito Santo! Por mais que operemos os dons e talentos que Deus nos deu, corremos o risco de desagradá-los e até perder a salvação, se não tivermos um relacionamento íntimo, verdadeiro, profundo e constante com Deus, como nos alertou Jesus em Mateus 7.21-23. Não basta, portanto, exercer os dons: é necessário SER CONHECIDO por Deus, e este conhecimento de/por Deus vem de sermos dirigidos pelo Espírito Santo mais e mais.

Mas como saber se estamos ou não sendo guiados pelo Espírito Santo? Jesus nos ensina (Mt 7.15-17) que conheceremos a árvore por seus frutos. Logo, se somos guiados pelo Espírito Santo, mais do que manifestações de dons, temos em nosso caráter o aperfeiçoamento e a manifestação dos frutos do Espírito, conforme Gálatas 5.22:

Amor: ser capaz de amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo com Jesus nos ama;

Alegria: ser capaz de se sentir de bem com a vida e partilhar as alegrias, alegrando-se com o que se tem disponível;

Paz: sentir-se seguro e manter-se em tranquilidade e equilíbrio consigo mesmo, com as situações que nos rodeiam e com os outros;

Longanimidade: ser capaz de perdoar e de conviver com as diferenças, suportando o jeito de ser de cada um e não se melindrar ou ressentir com facilidade;

Benignidade: ter bons pensamentos e bons sentimentos em relação a tudo;

Bondade: praticar atos concretos em favor do bem comum e do outro;

Fé: crer na Palavra de Deus acima das circustâncias, comprovações, idéias próprias... crer no que não vê, nem sente, nem entende, mas no que a Palavra de Deus diz;

Mansidão: ser submisso, obediente e não irar-se;

Domínio próprio: ser capaz de dominar seus próprios afetos, comportamento, tendências, compulsões e abrir mão de si mesmo em favor de se viver a Palavra.

Deus nos dá dons e talentos, mas nós Lhe damos os frutos do Espírito. Quando estes frutos não estão presentes em nossas vidas, nossos esforços acabam por ser "torres de Babel" que construímos, que não agradarão a Deus e que não prosperarão!

Sem produzir os frutos do Espírito, corremos o risco de construir torres de Babel na religiosidade, nos relacionamentos falsos, nas obras mortas, na hipocrisia... enfim, em tudo aquilo que é apenas fruto de vaidade, carência ou propósito desviado, feito com nossas próprias forças, sem a vontade de Deus!

Peçamos a Deus que nos derrube as torres de Babel que, infelizmente, podemos estar construindo sem perceber, e que Seu Santo Espírito nos convença dos pecados, para que possamos construir dentro de nós um verdadeiro templo de adoração e louvor a Deus, adornado pelos frutos do Espírito!

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