Missões

por: Ana Eliza Oliveira


Minha galerinha!! A Paz do Senhor esteja com todos vocês!!
Em breve voltarei a divulgar aqui no blog perfis de países que tem pouca abertura para evangelização. Mas este mês resolvi dar uma mudada... Pra ver como seria melhor. Hoje trataremos sobre como preparar um missionário pra trabalhar em área de risco. Muito interessante, vale a pena ler, nem que seja só para saber como se trata os missionários antes de enviá-los à lugares mais remotos. Vou publicar em partes... A primeira de 3 segue-se. O texto é de Barbara Helen Burns.
Pegue sua Bíblia, caneta e papel e vamos lá!



Preparando Missionários para Campos de Risco - Parte I




De acordo com David Barrett, especialista em estatísticas do Cristianismo mundial, nos últimos 30 anos o Cristianismo cresceu com velocidade tal que o mundo inteiro está rapidamente chegando ao ponto de ser evangelizado. O número de testemunos cresceu de 300 mil a 760mil entre 1970e 1997, horas evangelismo subiu de 99 bi a 432 bi, o número dos não evangelizados caiu de 37,6% em 1970 para menos que 19% em 1997, fazendo com que 80% do mundoseja evangelizado! E estamos perto de alcançar o resto não evangelizado!



MAS, realmente 80% do mundo já é alcançado? Vamos olhar para um pais exemplar — Kabuli, um dos maiores sucessos de missões na história, com 80% cristão. Evangélicos e pentecostais compõem 25% da população. Tem havido avivamentos grandes. Não é preciso mandar mais nenhum missionáro para lá.


POREM — Kabuli é outro nome para RUANDA! Um africano especialista diz que Ruanda é um exemplo de um pais com a igreja evangélica que tem 30 km. de extensão e um centímetro de profundidade! As igrejas evangélicas cresceram ao ponto de ter estatus e poder político no pais. Mas, onde está o senhorio de Jesus Cristo?? Porque a tanta tragédia, tortura e matança? Muitos estão perguntando: Como poderia ter acontecido tal massacre num pais assim? Chegaram a concluir que era por duas razões principais:


1. Cristianismo era apenas um verniz, uma cobertura superficial em cima de um estilo de vida secular em que os antigos valores eram em quase nada mudados.


2. A igreja tinha uma liderança hierarquica, dominadora, sem discipulado dos crentes como verdadeiros sacerdotes. Era uma liderança elitista.


Na opinião de Engel esta situação reflete a realidade na maior parte do mundo: materialismo, corrupção política, inclusive entre evangélicos, poucos ricos ficando cada vez mais ricos, destituição de pobres, cidades perigosas, moralidade que proxima a de Sodomo e Gomorra. Ele pergunta: Porque com tantos crentes tudo está piorando? Porque fica em silêncio a igreja frente este disastre que está acontecendo?


Em Ruanda a superficialidade cristã levou os líderes e crentes optar pela luta racial em vez de ser fiel ao Senhor. COMO FAZER? Como fazer para preparar e enviar missionários criados num ambiente semelhante, que vão ser e fazer discípulos perseverantes em situações terríveis, como Ruando?


Há algumas reflexões sobre isto, na luz de tudo que temos ouvido estes dias.


Nós não podemos prepara ou treinar ninguém!


A. Preparo depende do aluno, se ele quer aprender, ou sabe aprender. Isto implica:


1. Na seleção dos alunos


2. Na sensibilidade do professor em conhecer as capacidades de cada aluno e tentar começar o preparo a partir do seu nível.


B. Preparo depende de Deus—é Ele que prepara. Ele põe pessoas, experiências, tira, põe outras. Podemos fazer parte do currículo de Deus na vida de uma pessoa, mas reconhecendo que a final de contas é Ele que trabalha com Seus servos em fazê-los aptos para o trabalho específico que tem para cada um.


O preparo nunca pára, e nunca chegamos a sermos “preparados”. Sempre estamos no processo de aprendizado, professor e aluno (todos somos “alunos”). Temos que ter, e desenvolver nos alunos, atitudes de aprendiz — de como aprender, do gosto de aprender, do desejo de continuar aprendendo. Colossenses 1:9-12 mostra o cíclo de aprendizado e crescimento no conhecer e obedecer.


Assim nós, como professores, podemos ser modelos de como ser aprendiz e servo de Deus.


A. 1 Pe 5:3 diz que o pastor deve ser “modelo do rebanho”.


B. Paulo diz para os gálatas que devem seguí-lo, pois ele se tornou como eles (Gl 4:12). Ele deu tudo para eles, o Evangelho, e se necessário teria arrancado os próprios olhos para eles (vs 19). Paulo se investiu neles com o mais alto amor e preocupação pelo bem estar deles.


C. O modelo fala muito mais alto do que palavras. Então, como eu SOU


-Tenho paciência?


-Tenho zelo pelos alunos e pelas almas/povos?


-Tenho humildade, ou sou elitista também?


-Tenho perseverança nas dificuldades? Ou reclamo, desisto, rejeito?


-Tenho vida de oração e dependência no Senhor?


-Procuro conhecer e obedecer a Bíblia?


-Invisto minha vida para os outros?


Podemos passar informações (e o aluno vai aprender, dependendo da receptividade e capacidade, e da didática do professor)


A. O que não devemos ensinar? Engel disse:


1. Há uma omissão crítica no ensino da Grande Comissão - “. . . fazei discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a guardar todas as coisas quevos tenho ordenado”. A ênfase tem sido na evangelização, mais que a formação espiritual e a transformação social, que são os resultados do Reino de Deus! “Tudo que Jesus ordenou” (Mt 28:19) inclui o que Ele falava e fazia para ensinar. Devemos tomar mais a sério o modelo que Ele deixou. Devemos zelar para que nossos alunos têm profundo conhecimento da vida e do ensino de Jesus Cristo.


2. Não deve fazer com que a evangelização mundial se torne um empreendimento controlável, baseado em ciências sociais e de empresas, como marketing, com alvos mensuráveis (só). O surgimento de lemas atraentes e ênfase apenas em crescimento numérico tem criado muito entusiasmo momentário. Muitos querem fazer tudo rápido, sem levar em consideração o preparo necessário.


3. Não deve enfatizar uma obsessão com sucesso em termos de números, sem levar em conta a necessidade de levar a pessoa a compreender o Evangelho suficiente para ver as implicações para sua vida. Jesus Cristo tem que se tornar o Senhor da vida inteira - inclusive em relações econômicas, justiças social e integridade e santidade de vida cristã. Chegou a hora de largar o triunfalismo do sucesso estatístico, e voltar para a simplicidade e profundidade das diretrizes bíblicas.


4. Não deve ensinar uma contextualização relativista, facilitando a entrada de sincretismo. Adaptação sem limistes. Adaptamos o evangelho a agenda do consumidor, para ser aceitável, mesmo sacrificando princípios bíblicos. Enfatizamos os benefícios do evangelho, sem falar do custo. Vamos nos submeter ao relativismo do pós-modernismo, onde a Bíblia é relativa às culturas, ou vamos nos manter firmes seguindo uma hermenêutica que a própria Bíblia nos proporciona?


5. Há o perigo de uma eclesiologia defeituosa. Que tipo de igrejas estamos plantando? A igreja leva a mensagem ao mundo, mas no mesmo tempo é a mensagem ao mundo. Precisamos de líderes-servos, e igrejas onde todos são ministros. Ensino sobre modelos de igreja do missionário - a igreja leva a mensagem e É a mensagem.



Semana que vem a gente continua!! Se Deus permitir!!
Até lá então!!
Abraços!!

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