Humor na Bíblia - Parte II

Por Eliézer Rodrigues.








Eita lá! Eita lá! Eita lá!
Então, galerinha de Deus, hoje é quarta-feira...dia de namorar, tomar banho e pentar o cabelo. Não necessariamente nessa ordem. xD
E como hoje é dia de humor no blog, iremos dar continuidade ao texto falando sobre o humor na Bíblia.
Nesta segunda parte, iremos ver um pouco do humor entre os profetas e os falsos profetas. Esperem que gostem.
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Por vezes, o humor de Deus (e de seus enviados) manifesta-se em outra linha. Como diz o Salmo 2, "o que habita nos céus, ri" da aparente superioridade de força dos reis que contra Ele se insurgem: "o Senhor se diverte à custa deles". A situação básica é a mesma dos filmes de aventura: o herói está em aparente inferioridade (mas, no caso, conta com a força de Deus). Assim acontece com Sansão contra os filisteus, com Davi contra Golias e com o povo judeu contra o poder do faraó (Rom 9, 17 diz que Deus deu enormes poderes ao faraó, precisamente para poder mostrar Seu próprio poder, vencendo-o espetacularmente...).

Uma dessas reviravoltas dá-se numa das mais divertidas passagens da Bíblia (I Re, 18): Elias, o único que restou dos profetas de Deus, enfrenta, sozinho e com requintes cômicos, quatrocentos e cinquenta (!) profetas de Baal, num desafio perante todo o povo: o deus verdadeiro deve consumir com fogo do céu um novilho. Em pleno campo de luta, o profeta, ironicamente ("já que sois mais numerosos"), até deixa que os profetas de Baal comecem:

Eles tomaram o novilho e o fizeram em pedaços e invocaram o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia, dizendo: "Baal, responde-nos!". Mas não houve voz, ninguém respondeu.

Desesperados, os profetas de Baal começam a dançar, a dobrar o joelho diante de seu altar, mas em vão: nenhuma resposta de seu deus. Ao meio-dia, Elias - que não tem nenhuma pressa, nem sugere que as horas de tentativa já teriam sido suficientes -, meio displicente, com o tom de um curioso que dá um palpite, como que querendo ajudar ("não custa tentar! Quem sabe dá certo?"), aconselha-os ironicamente:

"Gritai mais alto; pois, sendo um deus, ele pode estar conversando ou fazendo negócios; ou então, viajando; talvez esteja dormindo e acordará".

E, de fato, eles "começam a gritar mais forte", fazem incisões no próprio corpo, para que escorra seu sangue, entram em transe até a hora do sacrifício da tarde, mas, de nada adianta: Baal não dá a menor resposta!

Por fim, Elias declara que chegou sua vez. Chama a atenção do povo, já um tanto disperso diante do ridículo fracasso e grita: "Aproximai-vos!". O povo, pressentindo que "agora é sério", aproxima-se. Elias prepara o altar de Deus e, para zombar dos adversários (para dar uma "lambuja"...), manda trazer água e despejá-la sobre o seu sacrifício (!). A multidão, atônita, tudo observa atentamente.

Antes de invocar seu Deus, o profeta, como quem repara que algo ainda não está bem, manda vir mais e mais água, até encharcar ("Agora sim!") o altar e o novilho. E, após declarar que fez "todas estas coisas por ordem de Deus" (o bom humor é de Deus!), invoca-O e - para delírio dos assistentes e desgraça dos quatrocentos e cinquenta profetas de Baal - desce do céu intenso fogo que consome tudo: novilho, água e altar.

Cinematográfica também é a intervenção do profeta Daniel (Dan 14), também ele desmascarando - ante o rei Astíages - os setenta charlatães, sacerdotes do insaciável comilão: o ídolo Bel. Um dia, o rei pergunta a Daniel por que não adora Bel? Daniel responde que só adora o Deus vivo. Astíages replica, dizendo que Bel é tão vivo que consome diariamente quarenta ovelhas, doze artabas de farinha e seis metretas de vinho!!! Daniel desata a rir e também aqui a coisa acaba em desafio de morte, proposto pelos sacerdotes: deixada a oferenda no templo de Bel, o rei, pessoalmente, trancará e lacrará as portas e se, no dia seguinte, estiver consumida por Bel, morre Daniel; caso contrário, se a oferenda estiver intacta, os sacerdotes é que serão executados.

Os sacerdotes de Bel falavam com essa despreocupação, porque dispunham de uma entrada secreta para o interior do templo. Daniel, porém, astutamente, espalha cinzas no chão e, quando no dia seguinte, Astíages abre o templo e adora Bel - que "comera" e "bebera" a oferenda -, Daniel ri e, detendo seus passos, pede ao rei que examine o chão. E Astíages ao constatar inúmeras "pegadas de homens, mulheres e crianças" e dar-se conta da entrada secreta e de que eram os sacerdotes e suas famílias que avançavam sobre as oferendas do ídolo, manda matá-los implacavelmente...

Mas os profetas sabem que sua tarefa não é nada fácil e, ante a escolha de Deus ("Eu, hein?"), protestam ou tentam subtrair-se à missão: Jonas, que devia profetizar contra Nínive, compra passagem num navio para Társis (o mais longe possível); Amós, ameaçado por ter profetizado, alega: "Mas, se eu não sou profeta, nem filho de profeta; meu negócio é cuidar de vacas"; e Jeremias objeta a Deus: "Eu sou criança, não sei falar".

Já o adivinho Balaão (Num 22 e ss.) cobrava "o preço do augúrio" (Num 22, 7), o "salário da iniqüidade" (II Pe 2:15, Jud 1:11 e Apo 2:14). Ante as ofertas e pressões de Balac, rei de Moab, para que profetize contra seu adversário Israel, para que profetize o que Deus não ordenou, Balaão é salvo da espada do anjo de Deus por sua jumenta, que empaca, cai e, finalmente, até fala com ele: "Por que me espancas?"!!

Só então, Balaão se dá conta da ameaçadora presença do anjo de Deus e de que a jumenta lhe salvara a vida. Atemorizado, diz: "Só direi as palavras que Deus puser na minha boca!". Balac, desesperado - porque Balaão, ao contemplar o povo de Israel, não o amaldiçoa -, tenta um expediente ridículo: "Que fazes! Eu te contratei para amaldiçoar meus inimigos e tu proferes bênçãos sobre eles! Vem comigo a este outro lugar. Quem sabe? Talvez com este novo ângulo de visão, possas amaldiçoá-los". Em vão, Balac repete o absurdo procedimento e, tentando negociar, pede ao profeta que, se não pode amaldiçoar seus inimigos, pelo menos não os abençoe... Até que, por fim, despede Balaão.

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Vimos nessa segunda partes casos curiosos e, de certa forma, engraçados envolvendo os profetas.

Nas próximas postagens, veremos a sequencia desse curioso texto que relata o humor na Bíblia Sagrada.

É isso! Agora consegui me resolver com a Carol Albini. Posso 'invadir' a coluna dela sem problemas, depois que dei um aumento de 100% no salário dela. Ela merece! xD

No domingo eu volto com o humor bíblico, ou não...Corro o risco de ser demitido por ter aumentado o salário de uns funcionários e estourado o orçamento. Agora preciso cortar gastos, talvez comece me demitindo :P


Que Deus abençoe a todos e não deixe de acompanhar todas as colunas do blog O Semeador...com certeza, você vai encontrar algo de Deus para a sua vida!


1 Response to "Humor na Bíblia - Parte II"

  1. Muito bom LééHh...
    Essas postagens são edificantes e curiosas mesmo... desde que seja tudo para a honra e glória de nosso Deus, não me importo por invadir minha coluna, visto que esse aumento não me ajudou em nada! =O
    100% sobre um salário de R$ 0,00??? kkkkkkkkkkkkkkkk
    Parabéns!!! Não vejo a hora de ler sua próxima coluna...

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