UMA SIMPLES REFLEXÃO DE COMO SURGIU O PECADO.



Por: Laércio dos Santos










Rm 6:23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

Um estudante assíduo, e amante da Palavra de Deus e do Deus da Palavra que se valer do direito de meditar na doutrina do pecado, procurando compreendê-la mesmo à luz das Escrituras, inevitavelmente há de se defrontar com a seguinte indagação: Qual a origem do pecado?
Esta indagação quer a encaremos no contexto da Igreja ou da Teologia, amplia-se numa indagação sobre a origem do mal em todo o mundo. Eu sinceramente já tive essa dúvida. As perturbações da vida e a consciência de algo anormal atuando decisivamente no mundo conduzem o homem pensante a essa questão.

O que a Bíblia ensina sobre a origem do pecado.

Na Bíblia, o mau moral que assola o mundo, normalmente chamado pelos homens de fraqueza, equívoco, deslize, queda para o alto, se define claramente como pecado, fracasso, erro, iniqüidade, transgressão, contravenção e injustiça. A Bíblia apresenta o homem como transgressor por natureza. Mas, como adquiriu o homem essa natureza pecaminosa? O que a Bíblia nos diz acerca disso? Para termos respondidos estas perguntas, é interessante e indispensável considerar o seguinte:

Deus não é o autor do pecado.

Evidentemente Deus, na sua onisciência, já vira a entrada do pecado no mundo, bem antes da criação do homem. Porém, deve-se ter o cuidado para que ao se fizer esta interpretação, não fazer de Deus a causa ou o autor do pecado.
Deus é santo, e nEle não há nenhuma injustiça!

Jó 34:10 Portanto vós, homens de entendimento, escutai-me: Longe de Deus esteja o praticar a maldade e do Todo-Poderoso o cometer a perversidade!

Tg 1:13 Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.

Deus abomina o pecado e como prova disto enviou a Jesus Cristo como provisão salvadora para o homem, esta redenção já estava planejada desde antes da fundação do mundo, visto que o sangue do Cordeiro já era conhecido na eternidade.

1 Pe 1:19-20 Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós.

Assim sendo, as Escrituras não dão suporte as idéias de que Deus é autor e responsável pela entrada do pecado no mundo. Tais idéias são contrárias às Escrituras Sagradas.

O pecado teve origem no mundo angélico.

Se quisermos conhecer a origem do pecado, teremos de ir além da queda do homem, num período muito mais anterior a este evento descrito no capítulo 3 de Gênesis, e por a nossa atenção em algo que ocorreu lá na eternidade entre os anjos.Deus criou os anjos dotados de perfeição, porém, Lúcifer e legiões deles se rebelaram contra Deus, pelo que caíram em terrível condenação. O tempo exato dessa queda não é dado a conhecer na Bíblia.
Jesus fala acerca do Diabo dizendo ser ele homicida desde o princípio; o apóstolo (verdadeiro) João diz que o Diabo peca desde o princípio.
Pouco se diz a respeito do pecado que ocasionou a queda dos anjos; porém, quando o apóstolo (o último) Paulo adverte a Timóteo no sentido de que nenhum neófito seja designado bispo sobre a casa de Deus, diz o apóstolo porque: “...para não suceder que se ensoberbeça e caia na condenação do Diabo”(1 Tm 3:6). Daí se concluir que o pecado do Diabo foi a soberba e o desejo de sobrepujar a Deus (Ez 28:13-17). Por isso ele foi lançado na Terra (não, ele não esta no inferno, e nunca esteve), pois no céu não pode haver o pecado.

Origem do pecado na raça humana.

Rm 5:12 Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Este versículo explica muito bem o porquê de todo esse sofrimento que a raça humana vive desde a queda de Adão, pois ao falhar na prova a qual foi submetido, sendo representante da raça humana lá no Éden, o pecado passou a toda semente de Adão, fazendo com que a raça humana ficasse comprometida com o pecado (Gn 2:15-17Sl 13:1-3; Rm 1:20-24).

A arvore do conhecimento do bem e do mal.

A arvore proibida ou a “arvore do conhecimento do bem e do mal”, foi colocada no jardim para prover um teste pela qual o homem pudesse, amorosa e livremente, escolher servir a Deus e dessa maneira desenvolver seu caráter.
Sem vontade livre o homem teria sido um simples robô programado e automatizado.O pecado de Adão e Eva, em parte, foi essencialmente este: a transferência da direção das suas vidas, de Deus para eles mesmos mediante o fato de terem experimentado o FRUTO (não, não é uma maçã) da arvore proibida. Deus lhes dissera em substância, que podiam fazer tudo que quisessem, EXCETO aquilo só. Foi um teste de obediência para eles, e podemos ver a consequência de uma “simples” desobediência. Para concluir, a arvore proibida era a fonte para o homem ser conhecedor de todas as coisas, o bem e o mal.

A culpa.

A culpa objetiva existe em separado de nossos sentimentos. Ela ocorre quando uma lei foi violada e o transgressor é culpado embora ele ou ela não se sinta culpado. A culpa subjetiva está associada aos sentimentos íntimos de remorso e autocondenação resultantes de nossos atos.
Os tipos de culpa objetiva são quatro:
Primeiro, a culpa legal, referente a violação das leis sociais. A pessoa que ultrapassa o sinal vermelho ou comete roubo numa loja é culpada perante a lei, quer ele seja ou não apanhada, quer sinta ou não remorso.
A culpa social surge quando quebramos uma norma não-escrita, mas socialmente esperada. Se a pessoa comporta-se com grosseria, faz comentários maliciosos, críticas ferinas ou ignora alguém necessitado, nenhum lei foi quebrada e talvez não persista qualquer sentimento de remorso. Porém, o culpado não correspondeu as expectativas sociais dos outros componentes de sua sociedade.
Um terceiro tipo de culpa objetiva é a culpa pessoal. O indivíduo neste caso viola os seus padrões pessoais ou resiste aos apelos da consciência. Se o pai decide passar todos os domingos com a família, por exemplo: ele sente-se culpado quando os negócios o impedem de ficar em casa num final de semana. Desde que os padrões pessoais são geralmente comparáveis aos de nossos vizinhos, a culpa social e pessoal freqüentemente é semelhante.
A culpa teológica, muitas vezes chamada de culpa verdadeira, envolve a violação das leis de Deus. A Bíblia descreve os padrões Divinos para o comportamento humano e quando transgredimos essas normas mediante pensamentos ou obras, somos culpados diante de Deus quer sintamos ou não remorso. A Bíblia chama esta condição de pecado e como todos os pecadores, somos também todos culpados diante de Deus.

Conclusão.

1 Jo 1:8 Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.

Mesmo após sermos remidos pelo Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, ainda continuamos sujeitos a influencia do pecado, porém já não somos mais escravos. Esta é a batalha que enfrentamos todos os dias: a nossa carne (que é fraca) contra o espírito que esta pronto, pois o Espírito Santo passa a habitar em nós cristãos. Porém se deixarmos a carne nos dominar (andar segundo a carne, ou concupiscências) faremos com que o Espírito Santo se entristeça.
As principais causas que fazem o cristão pecar é sua natureza pecaminosa (Rm 8:21-25), o fato de o mundo (sistema) estar sob o domínio do maligno (1 Jo 2:15-17), a falta de oração e abandono da leitura bíblica diária (Ef 10-15), entre outras coisas.
As conseqüências do pecado na vida do cristão são desastrosas, pois o mesmo estará sujeito a perda da comunhão com o Senhor (Sl 51:11), poderá perder o galardão eterno (1 Co 3:13-15; 4:5), dará maus exemplos aos ímpios, e aos demais irmãos (1 Co 8:9), possível morte espiritual (At 5:1-11; 1 Co 11:30), dará oportunidade aos inimigos de blasfemar de Deus (2 Sm 12:14).
Mediante ao exposto, fica bem claro que devemos estar sempre vigiando e orando para que não venhamos a cair em pecado (Mc 14:38; 1 Co 15:34; 1 Pe 4:7). Devemos reconhecer nossos pecados (Sl 5:13), evitá-los (1 Tm 5:22), detestá-lo (Jd v.23), resisti-lo com confiança em Deus (Tg 4:7-8), confessá-lo (1 Jo 1:9), e deixá-lo (Pv 28:13) para que venhamos a glorificar nosso Senhor Jesus Cristo aqui nesta Terra em que somos peregrinos.

1 Jo 2:1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.

Na justiça do homem, se um indivíduo comete um crime, se arrepende, e confessa ao juiz, o mesmo será condenado e pegará uma pena leve. Na justiça de Deus se um crente comete um pecado, se arrepende, e confessa ao justo Juiz, o mesmo será absolvido por ter Jesus Cristo como advogado, visto que Jesus já pagou a nossa “fiança” com o seu precioso Sangue na cruz do Calvário.

Para encerrar, deixo aqui o conselho do último apóstolo de Cristo:

1 Ts 5:16-22 Regozijai-vos sempre.
Orai sem cessar.
Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito.
Não desprezeis as profecias.
Examinai tudo.
Retende o bem.
Abstende-vos de toda a aparência do mal.

Louvado seja o nome do Senhor Jesus Cristo!

Toda honra e glória seja dada ao Senhor Jesus Cristo, aquele que nos comprou com o seu precioso Sangue e nos livrou da ira de Deus.

Deus vos abençoe!

4 Responses to "UMA SIMPLES REFLEXÃO DE COMO SURGIU O PECADO."

  1. Parabéns, muito bom!!!

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  2. Gostei muito! DEUS te abençoe cada dia mais...

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  3. obrigada, gostei muito foi de suma importância.

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  4. Muito esclarecedor YHWH o abençoe muito

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